A Polícia Militar Rodoviária dá dicas sobre o comportamento de motoristas que são abordados durante as ações realizadas pela corporação. Principalmente nos feriados prolongados, a instituição intensifica a fiscalização nas rodovias com o objetivo de coibir a criminalidade, evitar acidentes e preservar vidas.
O comandante interino do Pelotão da Polícia Rodoviária na região de Piracicaba, tenente Bruno Lopes Ribeiro ressaltou que abordagem policial não tem como objetivo o constrangimento e sim a sua segurança da população.
“Infelizmente, a criminalidade não tem rosto. Não temos como saber quem são, pois os infratores tentam burlar a fiscalização transportando a família e crianças. Já encontramos armas e drogas em locais mais inusitados. Escondidos em tanque de combustível, em compartimentos secretos no painel ou adaptados no lugar dos airbags”, disse o policial.
Segundo ele, como a maioria dos registros é informatizado, é comum, por exemplo, que o policial tire foto do documento condutor, cujos dados serão preservados. “As informações são protegidas e não poderão ser divulgadas como estabelece a lei de abuso de autoridade”, relatou o comandante.
Ele orienta que durante as abordagens, os motoristas não devem reagir à abordagem. Na direção de veículos, deve-se reduzir a velocidade e estacionar imediatamente após a ordem do policial, nunca acelere o veículo, ou mude repentinamente de faixa, pois isto poderá ser interpretado como um indicativo de que a ordem não foi acatada. Podendo gerar uma reação defensiva por parte do policial.
Já durante a noite, ao aproximar-se de um bloqueio, acenda as luzes internas do veículo e abaixe os vidros. Ao estacionar o veículo, procure um local seguro, e se em rodovia, de preferência o acostamento ou além dele.
Ribeiro orienta ainda que o motorista devem seguir as orientações dos policiais militares. Deve permaneça calmo, e na posição determinada pelo policial, até que ele permita o seu relaxamento
“ Nunca reaja à abordagem, ou jamais fuja, pois eles estão ali para garantir a sua segurança. Não discuta com o policial nem toque nele. Não faça ameaças ou use palavras ofensivas. Evite movimentos bruscos ou que demandem suspeita da sua intenção. Mantenha as mãos sempre visíveis. Sua identificação será solicitada após a abordagem, responda claramente às perguntas feitas pelo policial”, orientou o policial.
O comandante destacou ainda que qualquer excesso por parte do policial deve ser denunciado. A corporação relata que é preciso exercitar a empatia e entenda que o trabalho de um policial militar é garantir a segurança da sociedade por meio do policiamento ostensivo.
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Cristiani Azanha
crisazanha@jpjornal.com.br