Instalada no bairro Caxambu, Companhia Nacional do Álcool priorizou ações sociais com doações de álcool em gel aos profissionais da linha de frente e populações carentes
A pandemia catapultou negócios como as vendas on-line, mas também o comércio de produtos diretamente ligados à prevenção ao Coronavírus. Em Piracicaba, uma empresa em especial foi o símbolo desta explosão de consumo, mas os autos lucros não afastou a direção das ações sociais que visaram, quase que imediatamente, retribuir à sociedade o crescimento no mercado que veio por uma crise sanitária.
Com mais de 70 anos de história, a Companhia Nacional de Álcool é uma discreta empresa instalada no bairro Caxambu, cercada de verde e que pode passar despercebida pelos menos desaviados. Primeira a engarrafar álcool em embalagens vidro, tem produtos especiais como álcool em gel, em aerossol e em lenço de papel.
O presidente do Grupo MPR, Claudio Fazzinga Oporto, afirma que desde o primeiro momento da pandemia havia a certeza de que priorizar ações sociais com doações em especial aos profissionais da linha de frente do combate ao Coronavírus e para populações mais carentes era essencial e seria o grande aprendizado da empresa. “Então, mesmo causando atrasos nas entregas para o mercado, separamos sempre uma parte da produção para ações sociais e entendo que isso nos ajudaria como sociedade a superar a crise o quanto antes fosse possível”.
Os números mostram volume das ações sociais: foram 50 mil frascos de álcool em gel para as polícias Civil, Militar e Científica do Estado de São Paulo, 30 mil litros de álcool líquido 70° para o Exército Brasileiro, 11 mil litros de álcool líquido 70° para a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), 480 mil frascos de álcool líquido 70° em parceria com outras empresas para doações em conjunto para várias instituições e locais de grande necessidade, 500 mil litros de água sanitária para comunidades e pontos importantes de Piracicaba entre outras ações espalhadas pelo país.
Honrada por estar no coração da cidade, a empresa reconhece o acolhimento à fábrica e aos trabalhadores que, segundo provaram durante toda pandemia, capacidade de superação. “Aumentamos o número de funcionários e criamos novos turnos de produção. Com a necessidade de distanciamento, também tomamos cuidados para segurança dos nossos colaboradores da Covid-19”, explica. Foram cerca de 200 vagas novas de empregos em razão da crise sanitária.
Os ajustes para atender a demanda por álcool em gel foram vencidos gradualmente. No início de fevereiro de 2020, os estoques cresceram, mas mesmo assim a consumiu o estoque. “Montamos uma verdadeira operação de guerra. A nossa fábrica saiu de 1 turno para 3, rodando sábado e domingo. Aumentamos nossa infraestrutura como vestiários e refeitórios, treinamos o pessoal novo, montamos novas linhas, cadastramos novos fornecedores, ampliamos nosso Centro de Distribuição ao mesmo tempo que reforçávamos a segurança dos colaboradores e nosso escritório entrava em home-office”, conta Oporto.
As mudanças foram para atender uma demanda que passou, em 2020,de 6 mil frascos/dia para mais de 200 mil/dia em apenas 45 dias, ajudando no abastecimento das lojas e apoiando as campanhas de doação de produtos. Em janeiro de 2020 eram produzidos 125 mil frascos de álcool em gel na fábrica, em maio de 2020 atingimos a produção de 8 milhões de frascos de álcool em gel. “Para absorver a produção, foi preciso aprovar inclusive mudanças temporárias de frasco, tampa e rotulagem numa grande agilidade para contornar gargalos”.
A expectativa da empresa é de que este novo comportamento quanto a utilização de produtos de higienização, como álcool em gel, perdure, hábito importante e que tinha se perdido. “Alguns cuidados são importantes e também acreditamos que esta preocupação com higienização das mãos seja um legado da atual pandemia”, projeta Oporto, ponderando ainda que o álcool é um produto usado em casos críticos de saúde como hospitais, é natural e de fonte renovável (cana-de-açúcar).
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