O Encontro de Corais Luzes & Vozes, da Esalq (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz), completa 25 anos neste mês de dezembro. As comemorações do Jubileu de Prata apenas precisaram, como a maioria dos eventos culturais do mundo, migrar do presencial ao virtual. A solução foi gravar três programas, entre música e recordações, com transmissão pela TV USP. O primeiro foi no último dia 4, o segundo na sexta-feira (11) e o terceiro vai ao ar dia 18 de dezembro, às 21h.
Os programas serão exibidos no Canal Universitário de Piracicaba (13 da Net e 10 da Vivo Fibra) e nos perfis @tvusppira e @gruposmusicaisesalq no YouTube e Facebook.
A coordenadora do evento, maestrina Cintia Pinotti, lembra que o Luzes & Vozes nasceu em 1996, para comemorar os 95 anos de fundação.
Hoje, são três grupos corais na universidade, Coral Luiz de Queiroz, Coral Luiz de Queiroz Noite e Grupo Vocal Luiz de Queiroz. Com a pandemia e o distanciamento social, ela optou por trabalhar apenas com o Grupo Vocal, que é menor, de 18 pessoas. “Nos demais, mantivemos comunicação, troca de informações, algumas sugestões de estudo e treinamento. Mas no Vocal foram ensaios regulares, com envio de partitura, e estudávamos; eu com piando, e as pessoas fazendo os exercícios sugeridos. Não é fácil, mas conseguimos”, relata.
E destaca: 25 anos é um Jubileu de Prata e não podia passar em branco. “Fizemos por meio de lembranças de nossas apresentações. Nos três programas aparecem o nome dos 161 grupos que já participaram destes 24 anos de atividade, além de músicas novas do Grupo Vocal”.
Cíntia está no Luzes & Vozes desde o início. Nos três primeiros anos, ela conta, como regente do coro da Esalq, ou seja, como um coral convidado. “A partir do quarto, passei num concurso e integrei na coordenação artística do evento, carro-chefe do serviço de cultura e extensão universitária da Esalq”.
Luzes & Vozes tem lembranças, ressalta Cíntia, “muito interessantes”. “No começo, eram ao ar livre, em frente do prédio principal, mas também com muita chuva, devido ao período. Foi por causa das chuvas que passamos a fazer no Salão Nobre”. Outra recordação, e que mais uma vez envolve chuva, é de um ano em que acabou a energia e os grupos tiveram que cantar na escuridão. “Com auxílio de isqueiros e celulares”, ela lembra.
Erick Tedesco
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