Em 22 dias infectados pela covid-19 em Piracicaba aumentam 235%

Por edicao_jp |
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Em 22 dias os casos confirmados de covid-19 aumentaram 235% em Piracicaba. Até o dia 31 de maio, o total de infectados na cidade era de 564 pessoas. Ontem, de acordo com a última atualização feita pela prefeitura, o número saltou para 1.887, um aumento de quase três vezes.

Nesse mesmo período as mortes por covid-19 aumentaram de 29 para 76, um crescimento de 162%. De acordo com a prefeitura, O Centro de Triagem do Coronavírus, anexo à UPA Piracicamirim, já recepcionou, até a tarde de ontem, 11.273 pacientes que buscaram a unidade por apresentarem algum problema respiratório. Até agora são 83 dias de atendimento durante a pandemia, com uma média diária de 136 pacientes.

RIFA PARA TESTE
Os amigos da autônoma Larissa Lopes Angeloti, 38 anos, estão fazendo uma ação entre eles para conseguir recursos para pagar o exame de covid-19. O exame custa de R$ 140 a R$ 200, segundo informou um dos amigos de Larissa.

Há quatro dias, a moradora do bairro Alta, está isolada em casa, por orientação médica. Ela apresenta alguns sintomas que indicam covid-19.

Larissa contou que há quatro dias procurou a UPA (Unidade Pronto Atendimento) do Piracicamirim se queixando de falta de ar, cansaço, calafrios e dores nas região dos pulmões. “O médico me receito ivermectina e pediu para que eu ficvasse em casa 14 dias, isolada”, falou.

A autônoma disse que questionou sobre o exame e foi informada que não seria submetida ao teste.

Larissa disse ontem que tem percebido os sintomas se agravarem, sobretudo a dificuldade para respirar.

PROTOCOLO
A Secretaria de Saúde de Piracicaba informou que, para a realização do teste para diagnóstico da covid-19 na UPA Piracicamirim, o paciente deve se enquadrar no “Protocolo de Manejo Clínico de Coronavírus” elaborado pelo Ministério da Saúde. Diversos fatores são levados em conta para realização do procedimento, informou a pasta.

“O paciente deve apresentar um quadro de síndrome gripal, como tosse, coriza, dor de garganta e febre, entre outros, e ter algum fator de risco (idade, comorbidade, entre outros). O mesmo será avaliado por um médico para diagnóstico e eventual necessidade da realização ou não do teste, ou seja, dentro de um critério clínico”, explicpu em nota a superintendente do setor de Urgência e Emergência da Saúde, Flávia Sá.

A secretaria municipal, informou que o procedimento foi adotado com Larissa. “Após atendimento, a mesma foi orientada a permanecer em isolamento domiciliar. No entanto, em caso de piora no quadro, a orientação é que ela retorne ao Centro de Triagem (tenda) para nova avaliação clínica”, informou a pasta.

TRIAGEM
A secretaria informou que antes de ser encaminhado à UPA Piracicamirim, o paciente passa pelo Centro de Triagem do Coronavírus, porta de entrada dos pacientes com síndrome gripal durante a pandemia no município e que está instalada ao lado da unidade.

Os pacientes que procuram a unidade são divididos basicamente em três níveis: os que apresentem sintomas leves de gripe são medicados e orientados sobre cuidados de higiene individual e domiciliar; os que apresentem síndrome gripal leve são encaminhados à Atenção Básica (CRAB, UBS e USF) e acompanhados à distância, via telefone.

Por fim, os que apresentem síndrome respiratória com sinais de alerta são avaliados e, a partir daí, encaminhados para a UPA Piracicamirim, onde são acompanhados por outra equipe, que avalia os critérios para realização do teste e/ou internação hospitalar na própria unidade e/ou nos hospitais de referência do município (Santa Casa, Hospital dos Fornecedores de Cana e Hospital Regional).

A Saúde informou que são realizados os testes RT-PCR e imunológicos (testes rápidos). Em média, são feitos diariamente na UPA Piracicamirim cerca de 90 testes, sendo 60/70 PCR e o restante rápido.

COVID EM SÃO PAULO
Nesta segunda-feira o Estado de São Paulo registrou 12.634 óbitos e 221.973 casos confirmados do novo coronavírus.

Entre as pessoas diagnosticadas com a covid-19, 38.557 foram internadas, curadas e tiveram alta hospitalar.

Dos 645 municípios paulistas, houve pelo menos uma pessoa infectada em 604 cidades, sendo 334 com um ou mais óbitos.

As taxas de ocupação dos leitos de UTI são de 68,8% na Grande São Paulo e 65,6% no Estado. O número de pacientes internados é de 13.929, sendo 8.249 em enfermaria e 5.680 em unidades de terapia intensiva, conforme dados das 10h30 da manhã de hoje.

Beto Silva

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