Piracicaba registrou até o fim do mês de abril, dois casos de sarampo, doença infecciosa e que tem como como público-alvo crianças e adolescentes na faixa etária de 5 a 19 anos. Este é o segundo ano consecutivo em que Piracicaba registra casos de sarampo, após ficar o ano inteiro de 2018 sem um caso sequer, enquanto no ano passado foram oito casos.
Dos dois casos de sarampo na cidade, um é de um bebê com menos de um ano de idade, enquanto o outro é uma criança entre 1 e 4 anos de idade. Em relação aos meses, janeiro e fevereiro tiveram os casos, com um cada, enquanto em março e abril ninguém na cidade foi contaminado pela doença. Sobre o sexo, um masculino e outro feminino foram registrados. Mesmo se a média de dois infectados por quadrimestre continuar, os casos não irão ultrapassar 2019, ficando com dois casos a menos.
No ano passado, os oitos casos também foram igualmente divididos em relação ao sexo, já que quatro pacientes do sexo feminino e quatro do masculino sofreram com a doença. O maior período de contaminação foi no mês de agosto, com quatro, seguido de setembro, com dois, contabilizando cinco apenas em um bimestre. Os outros meses com casos de sarampo contabilizados foram outubro e novembro, com um cada.
Em relação a idade dos infectados, três deles (37,5%) de crianças entre 5 a 19 anos, que é o principal grupo de risco do sarampo. No total foram três bebês (37,5%) contaminados, enquanto uma (12,5%) tinha entre 5 e 9 anos; uma (12,5%) criança entre 10 e 14 anos, e um adolescente (12,5%) tinha entre 15 e 19 anos no período em que foi contaminado. No total duas pessoas (25%) contaminadas tinham entre 30 e 39 anos.
O sarampo é uma doença infecciosa exantemática aguda, transmissível e extremamente contagiosa, podendo evoluir com complicações e óbitos. A transmissão ocorre de pessoa a pessoa, por meio de secreções respiratórias, no período de quatro a seis dias antes do aparecimento do exantema até quatro dias após.
A última campanha de vacinação para a doença foi no dia 8 de fevereiro, chamado de Dia D para a vacinação da doença e também da poliomielite, na qual a Prefeitura de Piracicaba disponibilizou 49 postos de vacinação.
Mauro Adamoli