Moradores, pedestres, motoristas, motociclistas e caminhoneiros que vivem e/ou passam pelo bairro Unileste têm sofrido com os inúmeros buracos em suas ruas e avenidas, causando diversos problemas, principalmente prejuízos financeiros. Um dos afetados é o caminhoneiro Antonio Davi, de 54 anos, que utiliza a estrada de acesso ao Unileste uma vez ao mês, vindo do Estado do Pará. O caminhoneiro disse que o trecho no bairro piracicabano é um dos piores do Estado de São Paulo com relação a quantidade de buracos em uma mesma rua.
“Viajo de caminhão no país inteiro e posso afirmar que as melhores estradas do estão no Estado de São Paulo. Portanto, não entendo a razão de que essa avenida destoa do resto das avenidas paulistas na qual viajo”, reclamou o motorista paraense.
Entre os problemas sofridos pelo caminhoneiro está o atraso do percurso, já que o motorista tem que tomar cuidados redobrados para evitar qualquer tipo de acidente, garantindo a segurança para ele, pedestres e outros motoristas que passam diariamente pelo local. Outra adversidade apontada pelo caminhoneiro é em relação aos possíveis danos que os buracos pode causar ao seu caminhão, já que dependendo do tamanho da cratera, a suspensão do veículo fica prejudicada.
Além de atrasar o percurso, o profissional cita os danos que os buracos consecutivos podem causar ao caminhão. “Esse pedaço é muito complicado e todos os motoristas devem ter cautela quando passarem pelo local, já que uma panela dessas pode acabar com um pneu e uma roda, principalmente quando a carreta está carregadas”, destacou o caminhoneiro, que chegou a comparar o trecho da avenida piracicabana com as estradas do Estado de Goiás, que, segundo o caminhoneiro paraense, as estradas situadas no principal Estado do Centro-Oeste são as piores do país para os motoristas.
A reportagem do Jornal de Piracicaba entrou em contato com a prefeitura sobre a situação do asfalto do Unileste, e questionou se a Semob (Secretaria Municipal de Obras) tem previsão de quando fará o recapeamento asfáltico naquela região, no sentido de garantir a tranquilidade e a dos motoristas que trafegam naquele trecho. Por meio de nota, a prefeitura, informou que a programação da Operação Tapa-Buracos foi prejudicada pela pandemia do novo coronavírus (covid-19).
“Seguindo o protocolo estabelecido pela OMS (Organização Mundial da Saúde) e autoridades sanitárias, a empresa responsável pelo contrato de tapa-buracos tem trabalhado com equipes reduzidas para evitar aglomeração, o que, consequentemente, causa atrasos na programação”, ressaltando que a Semob que realizará o serviço, porém enviará uma equipe para o bairro industrial apenas no início de maio, um mês e meio depois do surto da doença no Brasil.
Mauro Adamoli