MORTE EM TAUBATÉ

'Menino de ouro', Bruno deixa esposa e filho; atirador é liberado

Por Jesse Nascimento | Taubaté
| Tempo de leitura: 4 min
Reprodução
Bruno (à esq.) ao lado de um amigo
Bruno (à esq.) ao lado de um amigo

A família de Bruno Hashimura San Juliano, de 23 anos, se despediu nesta quinta-feira (1º) do estudante de Medicina morto a tiros por um bombeiro após uma discussão de trânsito em Taubaté. 

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Durante o velório, realizado em Jacareí, parentes e amigos relembraram o jovem como alegre, otimista, dedicado aos estudos e apaixonado pela família. Bruno deixou a esposa e um filho de apenas 2 anos.

O crime aconteceu na quarta-feira (30), na Avenida do Povo, em Taubaté. A morte interrompeu o sonho de Bruno de se tornar médico e uma trajetória familiar que, segundo os parentes, estava apenas começando.

Segundo o boletim de ocorrência, Bruno dirigia um Chevrolet Prisma prata. O outro veículo envolvido era um Jeep Renegade preto, conduzido pelo bombeiro militar Marcos Paulo Fujarra de Oliveira, de 28 anos, investigado pelo caso.

O corpo foi velado no Campo das Oliveiras, na Avenida Siqueira Campos, no Centro de Jacareí. O sepultamento ocorreu durante a tarde, no Cemitério Memorial do Vale, no Jardim Califórnia.

Familiares, amigos, colegas de faculdade e pessoas próximas participaram da despedida, um dia depois da morte do estudante.

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‘Menino de ouro’, diz avô de Bruno

O avô de Bruno, Ailton San Juliano, falou sobre o neto em entrevista à TV Vanguarda e lamentou a interrupção da trajetória do estudante aos 23 anos. “Era um menino de ouro. O sonho dele era ser médico e interromperam um sonho por besteira.”

A dedicação aos estudos foi uma das principais lembranças compartilhadas pela família durante o velório. Bruno havia iniciado a graduação em Medicina na Argentina, depois estudou em uma universidade no Pará e, posteriormente, transferiu-se para a Unitau (Universidade de Taubaté), onde cursava o quarto semestre.

O objetivo de se tornar médico, segundo os familiares, era um projeto que Bruno perseguia havia anos.

Bruno era casado e deixou filho de 2 anos

Além da trajetória acadêmica, os familiares destacaram a relação de Bruno com a esposa e o filho.

O estudante era casado e deixou um menino de apenas 2 anos. Ele havia completado 23 anos em setembro. Parentes e amigos descrevem Bruno como uma pessoa alegre, otimista e que procurava enxergar o lado positivo das situações. O futebol também estava entre as paixões do jovem.

As lembranças foram compartilhadas durante a despedida e nas homenagens prestadas por colegas do curso de Medicina.

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Tia cobra justiça pela morte de Bruno

A tia de Bruno, Ana Paula San Juliano, falou durante o velório sobre a perda do sobrinho e destacou a idade do estudante, os sonhos que ele tinha e o filho pequeno que deixou.

“Ele tirou a vida de um rapaz de 23 anos, cheio de sonhos, lindo, que tem um filho de dois aninhos. Ele acabou de completar 23 anos, gente.”

A família cobra o esclarecimento do caso e a responsabilização pelo homicídio. A investigação está sob responsabilidade da Polícia Civil.

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‘Vai trazer de volta? Não vai’, diz primo

O primo de Bruno, Felipe San Juliano, também falou durante a despedida. Ele destacou que o estudante voltava da faculdade quando ocorreu o episódio e lamentou a perda para a família.

“Ele estava voltando da faculdade, ele estudava, era a família que amava ele. E aí, vai trazer de volta? Não vai.”

A fala resume o sentimento dos familiares durante o velório: a perda de um jovem que, aos 23 anos, conciliava os estudos de Medicina com a vida ao lado da esposa e do filho.

Estudantes fizeram vigília em homenagem a Bruno

A despedida de Bruno começou ainda na noite de quarta-feira (30), poucas horas depois da morte.

Estudantes de Medicina, familiares e professores participaram de uma homenagem em Taubaté. O grupo assistiu a uma missa e depois realizou uma vigília, com flores, velas e cartazes em memória do estudante. Parte da homenagem ocorreu na região da Avenida do Povo, onde Bruno foi baleado.

A mobilização reuniu colegas que conviviam diariamente com o estudante no curso de Medicina e prestaram solidariedade à família.

A morte também alterou a rotina acadêmica. A Unitau suspendeu as atividades do curso de Medicina para permitir que os alunos participassem da despedida. A universidade também disponibilizou acolhimento e atendimento psicológico para estudantes e professores.

A investigação do homicídio continua. A apuração deverá reunir depoimentos, perícias e demais elementos necessários para esclarecer as circunstâncias da morte de Bruno.

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