Um estudante de Medicina da Unitau (Universidade de Taubaté), de 23 anos, morreu após ser baleado durante uma discussão de trânsito na manhã desta quarta-feira (30), na avenida Professor Walter Thaumaturgo, conhecida como Avenida do Povo, em Taubaté.
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A vítima foi identificada como Bruno Hashimura San Juliano, aluno do 4º semestre do curso de Medicina da Unitau. Ele estava em um Chevrolet Prisma prata quando ocorreu a discussão com o motorista de um Jeep Renegade preto.
A Polícia Militar foi acionada por volta das 7h. Bruno foi socorrido pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e levado ao Hospital Regional de Taubaté, mas não resistiu aos ferimentos.
Testemunhas relataram ter ouvido disparos e encontrado o jovem caído na calçada. O local foi isolado para o trabalho da perícia, e o caso foi encaminhado à Polícia Civil, que registrou a ocorrência como homicídio.
Unitau lamenta morte
Em nota, a Universidade de Taubaté manifestou profundo pesar pela morte de Bruno e destacou que o jovem era estudante do 4º semestre de Medicina no campus de Taubaté.
A instituição também se solidarizou com os familiares, amigos, colegas e professores do estudante e afirmou repudiar qualquer forma de violência.
“A Universidade de Taubaté (UNITAU) manifesta profundo pesar pela morte precoce de Bruno Hashimura San Juliano, de 23 anos, estudante do 4º semestre do curso de Medicina no campus de Taubaté.”
Na nota, a Unitau acrescentou: “Neste momento de dor, a Universidade se solidariza com os familiares, amigos, colegas e professores de Bruno e manifesta seu repúdio a toda e qualquer forma de violência.”
Investigação
O boletim de ocorrência aponta o bombeiro militar Marcos Paulo Fujarra de Oliveira, de 28 anos, como autor dos disparos. Uma pistola Taurus calibre .380, relacionada ao homem, foi apreendida e encaminhada para as providências periciais.
A defesa de Marcos apresentou uma versão diferente sobre o início da discussão. Em entrevista ao G1, o advogado Cláudio Rodrigues afirmou que seu cliente teria sido fechado pelo motorista do Prisma durante o trânsito e, posteriormente, acreditado que Bruno estivesse armado.
Segundo a defesa, o objeto mostrado pela vítima seria uma faca. Ainda conforme o advogado, Marcos teria se identificado como militar e ordenado que Bruno saísse do veículo.
A Polícia Civil deverá investigar a dinâmica da discussão, as circunstâncias do disparo e os demais elementos que possam esclarecer a sequência dos acontecimentos.