A investigação sobre o brutal assassinato de um homem encontrado esquartejado em Amparo, no interior de São Paulo, ganhou novos contornos nesta sexta-feira (29). A Polícia Civil passou a trabalhar com a hipótese de que o crime possa ter sido motivado por um ritual de magia envolvendo suposto sacrifício humano.
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A nova linha de investigação surgiu após a prisão temporária da jovem de 19 anos que, inicialmente, se apresentava como vítima de assédio sexual por parte do homem assassinado. Ela é companheira do principal suspeito do homicídio, um jovem de 20 anos que confessou o crime e permanece preso preventivamente.
Durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão na residência do casal, policiais encontraram livros, anotações e materiais relacionados a rituais de magia e sacrifício humano. Além disso, foram apreendidos dois celulares e um computador, que passarão por perícia.
Polícia investiga possível participação da mulher
Segundo a Polícia Civil, a prisão temporária da jovem foi decretada por 30 dias para evitar interferências nas investigações.
O delegado Sandro Montanari afirmou que a participação dela no crime passou a ser uma das principais linhas investigativas após a coleta de novos depoimentos e a apreensão de materiais considerados relevantes para o caso.
“Uma das nossas linhas de investigação é que ela possa ter participado deste homicídio por questões de magia negra e sacrifício humano”, declarou o delegado.
De acordo com a investigação, há suspeitas de que a vítima tenha sido atraída até o local onde ocorreu o assassinato. A polícia agora busca esclarecer qual teria sido a motivação do crime e se houve participação direta ou indireta da jovem na execução ou planejamento da ação.
Suspeito alegou legítima defesa
O companheiro da jovem foi preso logo após o crime. Segundo a Polícia Civil, ele acionou a Polícia Militar e confessou ter matado a vítima.
Inicialmente, o suspeito alegou ter agido em legítima defesa após um suposto episódio de assédio sexual envolvendo sua esposa. No entanto, a descoberta de novos elementos levou os investigadores a reavaliar a dinâmica dos fatos.
A polícia também apura se a versão apresentada pelo casal foi criada para encobrir a verdadeira motivação do homicídio.
Materiais apreendidos serão periciados
Os investigadores aguardam o resultado das perícias nos equipamentos eletrônicos apreendidos para verificar conversas, pesquisas, documentos e possíveis registros relacionados ao caso.
A expectativa é que a análise dos celulares e do computador ajude a esclarecer o envolvimento de cada suspeito e a confirmar ou descartar a hipótese de que o assassinato tenha sido praticado como parte de um ritual.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil de Amparo e é tratado como um dos crimes mais chocantes registrados na região nos últimos anos.