DRAMA EM ALTO-MAR

Após milagre, Bruna pede oração por amigo: 'não vi ele afundando'

Por Da redação | Ilhabela
| Tempo de leitura: 3 min
Reprodução

Depois de sobreviver por 42 horas à deriva no mar de Ilhabela em uma história descrita como um verdadeiro milagre, Bruna Damaris Sant’anna da Silva, de 26 anos, decidiu quebrar o silêncio.

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Enquanto pede orações pelo amigo Dheorge Pereira Bernardino, de 28 anos, que segue desaparecido, ela revelou detalhes inéditos do drama vivido em alto-mar e disse que eles ficaram juntos até a madrugada de terça-feira (26) e negou que o companheiro tenha retirado o colete salva-vidas antes de desaparecer.

"Ficamos juntos até terça de madrugada", diz sobrevivente

A publicação foi divulgada nesta sexta-feira (29), um dia após Bruna receber alta hospitalar. No texto, ela afirma que já prestou todos os esclarecimentos à Polícia Civil e que decidiu se manifestar após a circulação de informações que considera falsas.

“Tem pessoas que estão especulando coisas erradas e informações falsas sobre o ocorrido”, escreveu.

Ainda em recuperação, Bruna afirmou que não conseguiu conversar pessoalmente com a família de Dheorge devido ao estado emocional após o trauma vivido em alto-mar. “Estou me cuidando, tomando minhas medicações e em repouso”, disse.

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O que Bruna contou

No relato, a sobrevivente esclareceu alguns dos principais pontos que passaram a ser discutidos nas redes sociais após o desaparecimento.

Segundo ela, os dois deixaram juntos a embarcação onde estavam e foram vistos pelos demais ocupantes da lancha. “Saímos da lancha e todos que estavam lá viram sim”, afirmou.

Bruna também explicou que a moto aquática começou a apresentar problemas e passou a afundar na parte traseira. “Não ficamos no jet-ski porque começou a entrar água e afundar a parte traseira. Era impossível ficar segurando nele. A correnteza estava forte e levando a gente para o mar aberto”, relatou.

Dheorge não tirou o colete

Outro trecho do depoimento chama atenção por contrariar especulações sobre os momentos finais antes do desaparecimento de Dheorge. “Meu colega não tirou o colete e eu não vi ele afundando”, escreveu.

A sobrevivente afirmou ainda que permaneceu ao lado dele durante praticamente toda a luta pela sobrevivência. “Ficamos juntos em todo momento até terça de madrugada.”

O colete salva-vidas de Dheorge foi encontrado flutuando.

Buscas continuam no sexto dia

Enquanto Bruna se recupera, as equipes do GBMar (Grupamento de Bombeiros Marítimo), da Marinha do Brasil e da Força Aérea Brasileira mantêm as buscas por Dheorge.

A operação concentra esforços nas regiões de Ilhabela, Ilha de Búzios e Ilha Anchieta, utilizando embarcações, aeronaves e drones para ampliar a área de varredura.

Uma das pistas encontradas nos últimos dias foi o colete salva-vidas de Dheorge, localizado em alto-mar na mesma região onde Bruna foi resgatada por pescadores após sobreviver cerca de 42 horas à deriva.

Relembre o caso

Dheorge Pereira Bernardino desapareceu no último domingo (24) durante um passeio de moto aquática em Ilhabela. Na manhã seguinte, o veículo foi encontrado parcialmente submerso e à deriva, a cerca de 22 quilômetros do local de partida.

Bruna foi localizada com vida na terça-feira (26), em uma história considerada pelos bombeiros como um verdadeiro milagre. Já Dheorge continua desaparecido, e familiares seguem acompanhando as buscas com esperança de encontrá-lo.

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