TIROS EM PIZZARIA

‘Família destruída’, diz mulher de homem morto a tiros em Pinda

Por Da redação | Pindamonhangaba
| Tempo de leitura: 3 min
Reprodução
Vítima era conhecida por amigos como 'Gargamel'
Vítima era conhecida por amigos como 'Gargamel'

A mulher do homem morto após troca de tiros em pizzaria de Pindamonhangaba, nessa sexta-feira (10), na avenida Abel Corrêa Guimarães, na Vila Rica, disse que o crime deixou uma “família destruída pela maldade e ganância do homem”.

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Segundo o registro da polícia, o homem que morreu foi identificado como Altair da Silva, de 46 anos. A troca de tiros ocorreu com um policial penal de 38 anos, que ficou ferido em um dedo da mão.

“Meu marido! Tiraram vc de nós de uma forma covarde! Em frente da pizzaria no Vila Rica. Tenho certeza que a verdade prevalecerá e Deus irá nos honrar! Por aqui fica uma família destruída pela maldade e ganância do homem, e muitas saudades...te amamos”, escreveu a mulher em comentário nas redes sociais.

“Toda a comunidade em choque com a partida do nosso querido ‘Gargamel’. Conhecido por todos, trabalhador e amigo de muitos, ele marcou a vida de quem teve o privilégio de conhecê-lo. Neste momento de dor, nos unimos em oração e solidariedade à família e amigos”, disse um amigo da família.

Entenda o caso

De acordo com o registro, o caso teve início a partir de um litígio judicial envolvendo imóveis de herança. O homem, que depois morreu, teria ido até a pizzaria, onde o adversário estava acompanhado de um amigo, feito ameaças, saído do local e retornado armado pouco tempo depois.

O boletim afirma que, no retorno, ele teria efetuado dois disparos com um revólver calibre 32 contra o policial penal, que foi atingido no dedo anelar. Ainda segundo a versão registrada pela Polícia Civil, o servidor reagiu com a arma que portava legalmente, um revólver calibre 38, e atingiu o agressor, que morreu no local.

Segundo a narrativa do boletim, o homem que morreu estava em um Chevrolet Onix e teria ido até a pizzaria por causa de um litígio com o proprietário do estabelecimento.

No local, um policial penal ajudava em uma reforma. Ainda conforme o documento, houve ameaça inicial, saída do suspeito e retorno pouco tempo depois já com a arma em punho.

Tiros na pizzaria

Na sequência, conforme o registro policial, o agressor teria atirado duas vezes contra o policial penal. Um dos disparos acertou o dedo anelar da vítima. O policial revidou. O boletim acrescenta que, enquanto ele reagia, ainda teria sido ouvido um terceiro tiro disparado pelo homem que acabou morrendo.

Duas armas de fogo foram apreendidas para perícia: o revólver calibre 32 atribuído ao homem morto e o revólver calibre 38 do policial penal. O veículo usado pelo morto foi periciado e liberado no local. A Polícia Civil também requisitou exame residuográfico nas mãos do autor/vítima, como consta no documento.

Além de homicídio consumado, tentativa de homicídio e localização de veículo, o boletim passou a registrar também ameaça. Isso ocorreu depois que a defesa do dono da pizzaria relatou à autoridade policial que, após as oitivas, um irmão do homem morto e outro indivíduo teriam ido ao estabelecimento perguntar pelo proprietário, o que foi interpretado como intimidação.

Na análise preliminar descrita no registro, a autoridade policial entendeu que há elementos iniciais para apontar que o policial penal reagiu a uma agressão injusta, em possível legítima defesa. Mesmo assim, o caso segue sob apuração para consolidação de perícias, depoimentos e demais provas.

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