FIM DO MISTÉRIO

Corpo encontrado no Canadá em 2024 é de brasileira desaparecida

Por Fernanda de Souza | da Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
Letícia Alves de Oliveira estava desaparecida desde dezembro de 2023
Letícia Alves de Oliveira estava desaparecida desde dezembro de 2023

Auoridades canadensens confirmaram que um corpo encontrado em abril de 2024 em uma área de mata em Coaticook, na província de Quebec, é da brasileira Letícia Alves de Oliveira. A informação foi divulgada pela ONG Unidentified Human Remains Canadá.

De acordo com a organização, o corpo foi encontrado por caçadores em 24 de abril de 2024, em uma galeria pluvial em uma região de floresta. A polícia suspeita que a brasileira tenha morrido por hipotermia. Letícia estava vestida com roupas de frio, e durante o inverno as temperaturas na região costumam ficar abaixo de zero. As circunstâncias exatas da morte ainda são investigadas. Ela tinha 36 anos e era natural de Goiânia.

O consulado-geral do Brasil em Montreal disse que foi notificado pelas autoridades locais sobre a identificação do corpo. Segundo a representação diplomática, os restos mortais foram encontrados sem sinais de violência em uma área florestal próxima à localidade de Coaticook.

O consulado afirmou ainda que segue acompanhando o caso, prestando apoio à família e mantendo contato com as autoridades de Quebec para as providências necessárias.

Segundo familiares, as últimas notícias dadas por Letícia foram em dezembro de 2023. Em uma mensagem divulgada pela ONG, o irmão da brasileira afirmou que ela parou de responder à família no fim daquele ano. Em janeiro de 2024, todas as redes sociais dela foram apagadas. A família passou então a tratá-la como desaparecida.

Antes disso, Letícia morava em Boston, nos Estados Unidos, onde atuava como missionária. Ela deixou uma filha. O desaparecimento gerou preocupação entre familiares e amigos.

Letícia havia interrompido o doutorado no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) durante a pandemia para se dedicar à igreja. Ela era formada em química pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e tinha mestrado em ciências pelo ITA. Foi em Boston que ela fez o último contato com a família.

No início de 2024, ela chegou a ser detida pela polícia de imigração dos Estados Unidos. Durante esse período, foi coletada uma amostra de DNA. Esse material foi sendo fundamental para que a polícia de Quebec confirmasse a identidade do corpo encontrado no Canadá.

O desaparecimento da brasileira passou a ser investigado no fim de 2023. O caso chegou a ser registrado no Grupo de Investigação de Desaparecidos de Goiânia. Após a identificação do corpo, autoridades canadenses informaram a família sobre a morte.

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