Domingo, 8 de março, celebramos o Dia Internacional da Mulher e vale lembrar de onde vem essa data: nasceu de lutas reais por direitos trabalhistas, igualdade e reconhecimento. Em 1908, milhares de mulheres em Nova York protestaram por melhores condições e ao longo das décadas, greves, movimentos e diversas mobilizações sociais deram forma significativa a este dia, repleta de memórias, reivindicações e o convite à ação.
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Hoje a mulher moderna carrega em sua história a pluralidade da liderança no trabalho, do cuidado com filhos e familiares, presença nas redes, autogestão da saúde, planejamento financeiro. Sem deixar de lado, a cobrança do tal “estar bem”: bonita, disponível e produtiva. Ufa, uma equação quase impossível!!
Mas é aqui que moda como ferramenta de comunicação e de autoestimapode entrar como aliada. Tendências vêm e vão, mas saber interpretar referências - do tailleur clássico às novas silhuetas inclusivas; do minimalismo às estampas que comunicamautenticidade - permite criar um posicionamento único e mais confiante.
Os dilemas são inúmeros. Dilema de tempo: como priorizar cuidado pessoal em agendas que não perdoam? Dilema de autenticidade versus expectativa social: como ser você quando modelos de sucesso parecem inalcançáveis? Dilema de coerência entre imagem e propósito: como comunicar competência sem recorrer a códigos que apagam sua singularidade?
De verdade, não trago (aliás nem tenho) receitas mágicas, mas algumas percepções e perguntas práticas podem te ajudar a refletir e a agir, assim como me ajudaram:
• O que quero comunicar hoje? Competência, empatia, feminilidade, autoridade, sensualidade? Escolha três palavras e deixe-as guiar suas escolhas.
• Quais mensagens não-verbais me ajudam ou atrapalham a ser ouvida? Minha postura (mais frágil ou agressiva demais), meu olhar (brilho nos olhos ou dúvidas), o tom de voz (expressando firmeza ou insegurança)ou seriam minhas escolhas das roupas (inadequadas, datadas, sem identidade) ...
• Qual pequeno gesto ou item me dá confiança imediata? Pode ser um batom que você ama, uma saia que te prepara, subir no salto, um lenço com significado ou um ritual de autocuidado matinal.
• Celebre as vitórias, mesmo as pequenas. Quando algo dá certo, repare como você se sentiu e que elementos ajudaram: um elogio, um gesto de cuidado, uma peça de roupa que te empoderou. Anotar essas pistas ajuda a construir uma assinatura de estilo e presença baseada no que funciona para você, não nos padrões alheios.
• Entenda que vestir-se com intenção não é se fantasiar de acordo com a demanda, mas sim criar a imagem que irá cooperar para sua voz ser mais ouvida. Usar maquiagem ou não, salto ou tênis, cores neutras ou vibrantes, tudo são escolhas. Aliás, não existe imunidade neste quesito, até o neutro é uma escolha e comunica algo.
• E saiba que autenticidade se treina: comece por pequenas escolhas conscientes e observe o efeito. A imagem deve servir ao seu propósito, nunca o contrário.
Domingo é dia de lembrar lutas e celebrar avanços. Mas hoje - neste 7 de março - proponho um gesto simples: olhe para o espelho com curiosidade, não com julgamento. Escolha um detalhe que você goste - um lenço, um batom, uma forma diferente de usar o cabelo - e use-o como ousadia. Costumo brincar com minhas clientes e alunas que se por um acaso o detalhe escolhido não for o certo (se é que existe certo e errado) não tem problema, nenhum bebe panda irá morrer por isso. Seráapenas uma pequena ousadia, mas que comunicará algo maior: você intencional, presente e disposta a experimentar.
A história do Dia Internacional da Mulher nos lembra que conquistas vêm passinho após passinho, sejam eles coletivos ou pessoais.
Então trabalhe e use sua imagem como ferramenta - não para se adequar a um determinado padrão ou estilo, mas para traduzir seus valores, amplificar suas escolhas e fortalecer sua autoestima. E, acima de tudo, seja generosa consigo: crescer é um processo e precisamos seguir aprendendo, ajeitando o vestido, retocando o batom e avançando.