SÃO PAULO

GCM dispersa foliões com gás, spray de pimenta e cassetete; VÍDEO

Por | da Folhapress
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Reprodução/redes sociais via Uol
Vídeos registrados mostraram um cordão de agentes na rua, enquanto bombas eram lançadas contra as pessoas.
Vídeos registrados mostraram um cordão de agentes na rua, enquanto bombas eram lançadas contra as pessoas.

Foliões relatam terem sido dispersados nesta terça-feira (17) pela GCM (Guarda Civil Metropolitana) com bomba de gás lacrimogêneo, spray de pimenta e cassetetes em ruas do Butantã, na zona oeste de São Paulo.

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A ação da GCM começou 40 minutos após o término do bloco Vai Quem Qué. Organizadores afirmam que o desfile teve início às 13h e seu fim foi às 18h, em um ponto próximo à rua Iquiririm e a Corifeu, no bairro Vila Gomes.

Com o término do bloco, os foliões se concentraram em bares na região, no entorno do supermercado Violeta. O psicólogo Gabriel Siqueira, 46, disse ao UOL que estava dentro de um dos estabelecimentos, no bar Buturoca, quando sentiu o cheiro de gás lacrimogêneo, sem ver, no entanto, qualquer tumulto no local.

Siqueira explica ter questionado os agentes sobre o uso da substância, mas não recebeu explicações. "Ficou um clima de hostilidade ali. De repente, parece que desceram alguns GCMs, em particular, eles vieram para cima de mim, e eu fugi para dentro do bar", relembra.

Os guardas, então, iniciaram uma dispersão generalizada com gás, spray e cassetetes. "Bem ali na rotatória, jogaram uma bomba de gás lacrimogêneo. A GCM definiu que queria ser truculenta, e não só jogou spray aleatoriamente nas pessoas, como bomba. Todo mundo saiu correndo, muitas pessoas com medo", detalhou o psicólogo.

Vídeos registrados mostraram um cordão de agentes na rua, enquanto bombas eram lançadas contra as pessoas. "Estão tratando todo mundo como criminoso, jogando bomba nas pessoas, é um bloco que existe há 40 anos, nunca aconteceu isso", falou uma outra testemunha que gravou o momento e publicou nas redes sociais.

Um homem, que jantava em um restaurante próximo, disse ainda ter visto os agentes mostrando armas para a população presente. "Eles jogaram bomba e mostraram arma no meio de uma rua longe da dispersão, com carro, gente, pedestres", escreveu p psicanalista Raphael Sponton no Instagram.

Liderança do bloco Vai Quem Qué afirmou que deve registrar um boletim de ocorrência ainda hoje. Segundo a organização, muitos foliões ficaram machucados e uma funcionária de limpeza urbana desmaiou devido ao gás lacrimogêneo.

A cidade de São Paulo define que o encerramento dos desfiles deve ocorrer até às 18h, mas foliões alegam que a determinação foi respeitada. Siqueira também argumenta que a aglomeração posterior não estava atrapalhando o bairro: "É um ponto tradicional, onde tem muitos bares, estava passando carros normalmente apesar de ter algumas pessoas. Os bares e as calçadas estavam bastante cheios."

O UOL entrou em contato por email com a Prefeitura de São Paulo para comentar o caso. Não houve retorno até o momento, mas o espaço segue aberto para manifestação.

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