Representação
Um grupo de moradores de São José dos Campos solicitou que o Ministério Público apure possíveis irregularidades no leilão de uma área com equipamentos do Conjunto Arquitetônico e Paisagístico da Tecelagem Parahyba, com um total de 521 mil metros quadrados, na região norte da cidade, que está previsto para 17 de abril, com lance inicial de R$ 195 milhões.
Clique aqui para fazer parte da comunidade de OVALE no WhatsApp e receber notícias em primeira mão. E clique aqui para participar também do canal de OVALE no WhatsApp
Gaema
A representação, feita por integrantes da Fanvap (Frente Ambientalista do Vale do Paraíba) e do Movimento 'O Parque é Nosso', foi encaminhada ao Gaema (Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente), que é um braço do MP.
Patrimônio
Na representação, os moradores citam que o imóvel que será leiloado encontra-se dentro de uma área tombada pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), e questionam se o órgão federal foi notificado sobre a intenção de venda.
Preservação
Outro apontamento feito pelos moradores é de que "grande parte" do imóvel está "localizada em área de várzea do Rio Paraíba do Sul", o que configura uma APP (Área de Preservação Permanente).
Risco
Os moradores concluem que é necessário que o MP apure "se ocorreram as devidas observâncias estabelecidas legalmente" para garantir que "este patrimônio histórico e ambiental" não seja destruído ou sofra "interferências que descaracterizem a área tombada".
Propriedade
A área que será leiloada inclui a Usina de Leite e a arquibancada da Praça de Esportes que servia à Associação Desportiva da tradicional Tecelagem. Os projetos foram assinados por Reno Levi e Roberto Burle Marx. Ambos os equipamentos foram tombados pelo Iphan, em reconhecimento à importância histórico-cultural.
Família
OVALE apurou que a área pertence a Jayme Chede Filho, Luís Fernando de Abreu Sodré Santoro e José Eduardo de Abreu Sodré Santoro. O leilão será conduzido pela casa de leilões Sodré Santoro, que é da família. De acordo com a empresa de leilões, os proprietários decidiram vender a área após o falecimento de Jayme Chede, que estava à frente dos projetos pretendidos para a localidade.
Comentários
1 Comentários
-
Julio luiz pereira Pereira 3 dias atrásEstou de pleno acordo de que seja investigado antes de qualquer negócio seja feito e quê tenha transparência porquê depois que concluírem a ação fica difícil de voltar atrás da decisão então quê se investigue pra quê nós cidadãos joseense não perdemos nosso patrimônio