SÃO JOSÉ

Moradores pedem que MP apure leilão de área da Tecelagem Parahyba

Por Sessão Extra | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
Moradores solicitam que MP apure se órgãos de preservação histórica foram notificados sobre a intenção de venda, já que área (em amarelo) tem imóveis tombados; lance inicial é de R$ 195 milhões
Moradores solicitam que MP apure se órgãos de preservação histórica foram notificados sobre a intenção de venda, já que área (em amarelo) tem imóveis tombados; lance inicial é de R$ 195 milhões

Representação
Um grupo de moradores de São José dos Campos solicitou que o Ministério Público apure possíveis irregularidades no leilão de uma área com equipamentos do Conjunto Arquitetônico e Paisagístico da Tecelagem Parahyba, com um total de 521 mil metros quadrados, na região norte da cidade, que está previsto para 17 de abril, com lance inicial de R$ 195 milhões.

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Gaema
A representação, feita por integrantes da Fanvap (Frente Ambientalista do Vale do Paraíba) e do Movimento 'O Parque é Nosso', foi encaminhada ao Gaema (Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente), que é um braço do MP.

Patrimônio
Na representação, os moradores citam que o imóvel que será leiloado encontra-se dentro de uma área tombada pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), e questionam se o órgão federal foi notificado sobre a intenção de venda.

Preservação
Outro apontamento feito pelos moradores é de que "grande parte" do imóvel está "localizada em área de várzea do Rio Paraíba do Sul", o que configura uma APP (Área de Preservação Permanente).

Risco
Os moradores concluem que é necessário que o MP apure "se ocorreram as devidas observâncias estabelecidas legalmente" para garantir que "este patrimônio histórico e ambiental" não seja destruído ou sofra "interferências que descaracterizem a área tombada".

Propriedade
A área que será leiloada inclui a Usina de Leite e a arquibancada da Praça de Esportes que servia à Associação Desportiva da tradicional Tecelagem. Os projetos foram assinados por Reno Levi e Roberto Burle Marx. Ambos os equipamentos foram tombados pelo Iphan, em reconhecimento à importância histórico-cultural.

Família
OVALE apurou que a área pertence a Jayme Chede Filho, Luís Fernando de Abreu Sodré Santoro e José Eduardo de Abreu Sodré Santoro. O leilão será conduzido pela casa de leilões Sodré Santoro, que é da família. De acordo com a empresa de leilões, os proprietários decidiram vender a área após o falecimento de Jayme Chede, que estava à frente dos projetos pretendidos para a localidade.

Comentários

3 Comentários

  • Alexandre 14/02/2026
    O terreno é muito grande com área de proteção ambiental (problema menor) e uma estrutura sem valor tombada pelo Iphan (problema maior). Dificilmente alguma empresa se interessará por esta gleba. Outro ponto importante é o acesso a despeito das obras em andamento na João Marson e Sebastião Gualberto, são insuficientes para qualquer tipo de empreendimento porque a região é antiga e muito adensada. Dificulta um pouco mais a venda o projeto do Novo Parque da Cidade onde realmente existe patrimônio a ser preservado da história da cidade. Percebe-se que os obstáculos são muitos para que o leilão atraia empresas interessadas.
  • Ll 13/02/2026
    Tem que investigar mesmo. A área total já deveria ter sido tombada e além disso, os trabalhadores que ainda estavam mantendo a fábrica ativa, poderiam ter continuado lá. Não sou da cidade, mas já estive no parque e pude ver que o local tem muita importância, que é cheio de histórias, relíquias e que ainda guarda muitas outras nessas áreas que estão querendo vender.
  • Julio luiz pereira Pereira 13/02/2026
    Estou de pleno acordo de que seja investigado antes de qualquer negócio seja feito e quê tenha transparência porquê depois que concluírem a ação fica difícil de voltar atrás da decisão então quê se investigue pra quê nós cidadãos joseense não perdemos nosso patrimônio