Uma adolescente de 13 anos fez uma videochamada para familiares após presenciar o pai esfaquear a própria mãe durante uma discussão, na madrugada desta quarta-feira (11), em São José dos Campos. A vítima, de 33 anos, foi socorrida com ferimento grave e transferida para atendimento hospitalar. O caso é investigado como tentativa de feminicídio.
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De acordo com o boletim de ocorrência registrado na DDM (Delegacia de Defesa da Mulher), a Polícia Militar foi acionada após a mulher dar entrada na UPA do Alto da Ponte com ferimento causado por faca e indícios de lesão pulmonar. Posteriormente, ela foi transferida ao Hospital da Vila Industrial.
Segundo relato da irmã da vítima, a adolescente ligou por vídeo para uma familiar dizendo que os pais estavam brigando. Durante a chamada, o homem teria batido no celular, derrubando o aparelho.
Minutos depois, a jovem voltou a ligar e afirmou que o pai, de 35 anos, havia esfaqueado a mãe. Diante da informação, familiares correram para o hospital em busca de notícias.
Crime pode ter agravante por presença da filha
O registro policial enquadra o caso como tentativa de feminicídio e menciona a agravante prevista quando o crime ocorre na presença física ou virtual de descendente da vítima (situação relatada pela família devido à videochamada feita pela adolescente).
A vítima estava internada em estado instável e não pôde prestar depoimento até o momento do registro.
A Polícia Civil de São José dos Campos investiga o caso para esclarecer a dinâmica dos fatos e localizar o suspeito. Informações que possam ajudar na apuração podem ser comunicadas às autoridades.
O que a polícia encontrou na casa
Policiais militares foram até o imóvel indicado e encontraram marcas de sangue e parte do cabo da faca utilizada no crime. Uma faca foi apreendida, e a perícia foi requisitada para análise do local.
O suspeito, identificado como companheiro da vítima, não foi localizado até a última atualização do boletim.
A adolescente não foi ouvida formalmente no plantão policial, com base na Lei 13.431/2017, que estabelece medidas para evitar a revitimização de crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência.