Um homem morreu por asfixia após ser imobilizado com pressão na região do pescoço por cerca de seis minutos, em uma ocorrência registrada no Centro de Guaratinguetá, na noite de sábado (7).
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De acordo com o boletim de ocorrência, policiais militares foram acionados via Copom por volta das 20h para atender uma briga na rua Doutor Martiniano. No local, a vítima estava caída e desacordada. O Samu foi chamado, mas o óbito foi constatado após o atendimento.
A vítima foi identificada como João Pedro Lopes Ruzene. A Polícia Militar prendeu um suspeito de envolvimento na morte dele. A prisão foi realizada após diligências conduzidas pela corporação, e o caso segue sob investigação pelas autoridades.
O registro aponta que, momentos antes, houve agressões na Praça Conselheiro Rodrigues Alves. Segundo os relatos colhidos pela polícia, um homem teria atacado uma mulher, de 46 anos, e também um outro homem conhecido como “Batata”, de 49 anos, usando um objeto de madeira, e depois seguiu em direção à Rua Doutor Martiniano, sendo acompanhado pela mulher, que pedia socorro.
O boletim relata que um terceiro homem, de 37 anos, tentou intervir e também teria sido agredido. Com ajuda de um transeunte não identificado, ele conseguiu conter o agressor junto a uma parede. Durante essa contenção, a vítima foi asfixiada com pressão exercida pelos pés na região do pescoço e desmaiou. Na sequência, a Polícia Militar foi acionada.
Na mesma ocorrência, a mulher agredida teve escoriações e o homem conhecido como “Batata” foi socorrido por populares e permaneceu em observação médica, segundo o boletim de ocorrência.
O documento descreve que câmeras do sistema de videomonitoramento passaram a registrar parte dos fatos durante a perseguição e a imobilização. Na análise preliminar, a autoridade policial aponta divergências entre versões e relata que a pressão no pescoço teria permanecido por tempo considerado excessivo, mesmo após cessada a resistência, com conclusão de morte por asfixia mecânica.
O indiciado foi autuado em flagrante por homicídio qualificado (em tese) e o caso segue sob investigação, com requisição de exames periciais e necroscópicos, conforme consta no boletim.