CÂNCER AGRESSIVO

Em cuidados paliativos, moradora do Vale inspira outras mulheres

Por Da redação | Lorena
| Tempo de leitura: 3 min
Reprodução/Lorena News
Luciana da Costa Moraes enfrenta um câncer agressivo
Luciana da Costa Moraes enfrenta um câncer agressivo

Luciana da Costa Moraes, 41 anos, é pós-graduada em Gestão Empresarial, empresária, sou casada e mãe de um menino de 2 anos. A criança é, nas palavras dela, “maior fonte de amor e força”.

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Atualmente, Luciana está em casa, na cidade de Lorena, realizando apenas demandas pequenas, porque seu foco é cuidar da saúde, diz ela em texto publicado na página Lorena News.

Em abril de 2025, a empresária foi diagnosticada com câncer de mama com metástase óssea e infiltração na medula óssea.

Ela conta que tudo começou em julho de 2023, quando percebeu pela primeira vez um pequeno caroço na mama. Luciana procurou a ginecologista que, no exame clínico, afirmou se tratar de leite empedrado, já que o filho dela tinha apenas 28 dias de vida e ela estava amamentando.

Um ano depois, Luciana voltou à médica porque notou que o caroço havia aumentado. Mais uma vez, ela recebeu o mesmo diagnóstico: leite empedrado, possivelmente uma mastite.

Em outubro de 2024, a empresária disse que começou a sentir dores intensas na lombar e um cansaço extremo. “Procurei outro médico, que me encaminhou para fisioterapia. No entanto, as dores não melhoraram”, disse ela.

Em janeiro de 2025, ela parou de amamentar. Mesmo assim, o caroço não desapareceu. Pelo contrário, estava ainda mais evidente. Em abril, ela resolveu procurar um clínico geral pelo SUS, que solicitou um ultrassom das mamas.

Durante o exame, a médica alertou que havia algo muito suspeito: nódulos em ambas as mamas e também nas axilas. Luciana foi encaminhada com urgência para uma biópsia e, em seguida, para uma tomografia de tórax. Foi então que tudo veio à tona.

“Hoje convivo com o câncer de mama bilateral com metástases no crânio, ombros, clavícula, coluna vertebral, costelas, tórax, lombar, bacia, fêmur, joelhos, tíbia, além da infiltração na medula óssea”, disse ela.

“Infelizmente, sou considerada uma paciente em cuidados paliativos, o que significa que necessito de tratamento por tempo indeterminado. Para a medicina, neste momento, não há possibilidade de cura, mas há tratamento. Meu cuidado é baseado no controle da dor, no controle da doença e, principalmente, na qualidade de vida”, afirmou.

Nos últimos meses, ela conta que enfrentou oito internações em apenas sete meses, sendo uma delas em UTI. “Tive derrame pleural, derrame pericárdico, neutropenia, anemia grave e três pneumonias”, contou.

O que a manteve viva foi a atividade física que praticou antes de tudo acontecer. A massa magra, o fortalecimento do pulmão, do coração e a resistência que os exercícios proporcionam fizeram toda a diferença. Ainda assim, ela perdeu 17 quilos nesse processo.

“Hoje, mais do que nunca, valorizo cada novo dia, cada respirar, cada pequena conquista e cada momento ao lado do meu filho, do meu marido, da minha família e dos meus amigos. Tenho vontade de colocar essa sensação em uma caixinha e presentear todo mundo”, destacou a empresária.

“Acredito profundamente no poder da fé, da esperança, do amor e da cura. Sigo compartilhando meu dia a dia nas redes sociais, lutando, acreditando e mostrando que minha história ainda terá muitos capítulos de vitória.”

Luciana disse que é possível “ser maior do que essa doença — por mais assustadora que ela seja — e viver obstinadamente em busca da felicidade. Isso é uma vida com significado. Acredito que ser feliz é a maior afronta ao câncer e também a maior contribuição que posso dar para sua extinção”.

O câncer de mama é a doença que mais mata mulheres no mundo. No Brasil, são cerca de 50 mulheres por dia, mais de 18 mil por ano. Quando detectado precocemente, as chances de cura podem chegar a 95%.

“Faça seus exames regularmente. Faça o autoexame. Cuide-se. Isso pode salvar a sua vida”, concluiu Luciana.

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