BRIGA GENERALIZADA

Policial se envolve em briga após suposto assédio em São José

Por Jesse Nascimento | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
Caso teria ocorrido em bares na região da avenida Samuel Wainer
Caso teria ocorrido em bares na região da avenida Samuel Wainer

Um policial penal se envolveu em uma briga generalizada em São José dos Campos, após um casal relatar à Polícia Militar que houve suposto assédio contra uma mulher em dois bares na região da avenida Samuel Wainer, segundo o boletim de ocorrência.

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O registro aponta que a ocorrência foi atendida na madrugada desta sexta-feira (30), por volta de 2h25, após relatos de briga em bar. No local, policiais militares fizeram contato com o casal -- mulher de 44 anos e homem de 28 anos --, que acionou o 190, e com o policial penal, de 46 anos, que teria se identificado como servidor e apresentado documento funcional de unidade prisional de Potim.

De acordo com a versão do casal, o policial penal teria assediado a mulher e provocado confusão, o que teria desencadeado agressões mútuas. Já o policial penal relatou ter sido atacado sem motivo e afirmou que levou uma garrafada na cabeça, ficando ferido.

Conforme depoimento da mulher, o policial penal já a seguia no Instagram e teria enviado mensagens no passado. Na noite dos fatos, ela disse que ele fez gestos e tocou seu ombro, gerando o primeiro desentendimento.

Depois, em outro estabelecimento, ela afirmou que o policial penal voltou a se aproximar e novamente a tocou, momento em que o companheiro reagiu e a briga se espalhou.

A mulher ainda declarou ter ouvido o policial penal dizer “eu sou policial” e ameaçar “vou te matar”, o que teria motivado o acionamento da PM por medo de represália, principalmente porque circulou entre frequentadores a informação de que ele estaria armado do lado de fora.

Segundo o boletim, foi realizada busca pessoal e nenhuma arma foi localizada com o policial penal. Os policiais também relataram que os envolvidos aparentavam embriaguez.

Uma testemunha disse ter visto o policial penal levar uma garrafada na cabeça e reagir apenas para conter o agressor. Já o companheiro da mulher negou ter usado garrafa ou objeto e afirmou que apenas tentou afastar o policial penal para proteger a namorada.

A autoridade policial determinou a oitiva das partes, juntada de documentos e requisição de exame no IML (Instituto Médico Legal). O caso foi registrado para apuração, em tese, de lesão corporal e ameaça, além de possível enquadramento relacionado ao suposto assédio. Um ofício com cópia do registro deve ser encaminhado à Polícia Penal do Estado de São Paulo.

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