Vídeo mostra a perseguição à motocicleta pilotada por Carlos Alberto Chagas Júnior, 21 anos, que foi baleado na cabeça pela Polícia Militar em São José dos Campos, na noite desse domingo (25).
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Carlos Alberto foi atingido na cabeça e apresentava sangramento, que depois foi confirmado como ferimento de entrada de projétil. Ele foi socorrido com vida e encaminhado ao centro cirúrgico, sem confirmação de óbito no momento da ocorrência.
A autoridade policial reconheceu a existência de legítima defesa na intervenção do policial militar, sem prejuízo de apuração posterior.
Segundo o boletim de ocorrência, Carlos Alberto estava em uma moto com registro de furto e pilotava sem capacete. O documento aponta que, em consultas aos históricos de ocorrências criminais, nos sistemas policiais, não há anotações contra o rapaz.
A perseguição passou por bairros como Parque Interlagos e Campo dos Alemães, e terminou com disparos e colisão com veículo estacionado.
No documento, a Polícia Civil registra a ocorrência como flagrante para apuração dos crimes relacionados e reconhece a existência de legítima defesa na intervenção do agente estatal. O texto ressalta que eventual excesso poderá ser verificado pela autoridade responsável pela investigação, especialmente com a análise de imagens de câmeras corporais.
O caso
A ocorrência começou quando equipes da Polícia Militar passaram a acompanhar uma motocicleta considerada suspeita, em São José. Durante o deslocamento, o acompanhamento foi sendo atualizado via rádio e seguiu por vias da cidade até a região do Campo dos Alemães.
Na etapa final do trajeto, houve disparos e o condutor caiu ao solo após ser atingido e colidir com um carro estacionado. No local da ocorrência, populares protestaram contra o policial e a PM.
O registro policial aponta que, após conferência de munições e checagem de registros, foram contabilizados oito disparos, com um acerto.
Uma arma de fogo foi localizada no chão, próxima ao local onde o suspeito caiu, e foi devidamente lacrada e apreendida. A ocorrência também registra a apreensão de armamento relacionado ao policial que efetuou os disparos.
Após a queda, a polícia relata que foi possível confirmar, por sinais identificadores do veículo, que a moto era produto de furto. O caso foi registrado com natureza de receptação de veículo, além de outros enquadramentos descritos no boletim de ocorrência.