Ao menos 544 pessoas morreram durante protestos no Irã, segundo a agência independente Human Rights Activists News Agency, com sede nos Estados Unidos. As manifestações, que já entram na terceira semana, começaram no fim de dezembro após a forte desvalorização da moeda local e se espalharam pelas 31 províncias do país, em meio a um apagão de comunicações que dificulta a verificação de informações.
De acordo com a organização, a maioria das vítimas foi atingida por munição real ou disparos de armas de pressão, em muitos casos a curta distância. Há ainda 579 mortes sob investigação, o que pode elevar o total para 1.123. O grupo também afirma que mais de 10,6 mil pessoas foram presas desde o início dos protestos.
Autoridades iranianas exibiram imagens de sacos com corpos em necrotérios de Teerã e atribuíram as mortes a ações de “terroristas armados”. Em pronunciamento, o presidente Masoud Pezeshkian acusou grupos ligados a potências estrangeiras de promover “caos e desordem”, mas disse que o governo está disposto a ouvir a população e enfrentar problemas econômicos.
O agravamento da crise gerou repercussão internacional. O ex-presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o país estaria “pronto para ajudar” os manifestantes. Já o presidente do Parlamento iraniano advertiu que eventuais ataques americanos tornariam bases dos EUA e de Israel “alvos legítimos”.
*Com informações do Sky News