A Justiça manteve a prisão de um homem de 24 anos suspeito de matar um professor durante uma sequência de agressões. A decisão foi tomada em audiência de custódia, com a conversão da prisão em flagrante para preventiva, diante da gravidade do crime e do risco à ordem pública.
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O caso é investigado pela Polícia Civil do Distrito Federal e ocorreu na madrugada de domingo (4), em Sobradinho 2. A vítima, João Emmanuel Ribeiro Gonçalves de Moura Carvalho, de 32 anos, havia acabado de chegar em casa por aplicativo e retornou à rua, dirigindo-se a um ponto de ônibus próximo.
Segundo a investigação, do outro lado da via estava Guilherme Silva Teixeira, que aguardava uma carona para o trabalho. Em depoimento, o suspeito afirmou ter se sentido ofendido após uma suposta abordagem do professor e, em seguida, atravessou a pista e iniciou as agressões.
A vítima foi atacada com socos, chutes e pisões, sofrendo ferimentos graves no rosto e no corpo. João Emmanuel morreu ainda no local, a poucos metros da residência onde morava.
Mesmo após o crime, Guilherme teria seguido normalmente para o trabalho, acompanhado do empregador, que é vizinho da vítima e presenciou a situação. O homem foi autuado por favorecimento pessoal, mas acabou liberado após assumir compromisso judicial.
Na decisão, o magistrado destacou a forma de execução, o motivo considerado torpe e a intensidade da violência como fundamentos para manter a prisão preventiva, ressaltando a necessidade de prevenir novas condutas criminosas e preservar a ordem pública.
João Emmanuel era professor do Instituto São José, que divulgou nota de pesar destacando sua atuação na comunidade escolar e o vínculo construído com os alunos. O caso segue em investigação.