
A Polícia Civil de Guaratinguetá está analisando registros telefônicos, ouvindo testemunhas e aguardando laudos periciais para esclarecer o assassinato da recepcionista Márcia Regina da Conceição, de 50 anos, que foi encontrada morta cerca de 20 horas após desaparecer no Vale do Paraíba.
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Refazer as últimas horas da vida de Márcia é um dos pontos principais da investigação, que tenta compreender como a vítima saiu de Pindamonhangaba e foi encontrada morta sob uma ponte na Estrada da Água Branca, no bairro Pedrinha, área rural de Guaratinguetá.
Márcia tinha perfurações no pescoço causadas por arma branca. O caso é tratado como homicídio e a polícia busca identificar suspeitos. Mensagens no celular de Márcia podem ajudar a esclarecer o caso.
O corpo da recepcionista foi encontrado na noite de terça-feira (18), por volta das 18h30. Márcia vestia calça jeans e blusa azul. Havia marcas de sangue sobre a ponte, indicando que o corpo dela pode ter sido arremessado ao ribeirão após a agressão.
A Polícia Militar foi acionada e isolou o local para preservar a cena do crime, que foi periciada por equipes do Instituto de Criminalística. O Corpo de Bombeiros também compareceu ao local para resgatar o corpo do ribeirão.
Não havia testemunhas no momento do crime, segunda uma escrivã da Polícia Civil, que acompanhou os trabalhos periciais. “Foi uma noite chuvosa e a região é erma, o que dificultou a localização de possíveis testemunhas”, afirmou a policial.
Reconhecimento.
Na manhã de quarta-feira (19), um homem compareceu ao IML (Instituto Médico Legal) de Guaratinguetá e reconheceu o corpo como sendo de sua irmã. Segundo ele, a vítima era recepcionista de uma faculdade em Pindamonhangaba e morava no bairro Vale das Acácias, no distrito de Moreira César, em Pindamonhangaba. Ela foi vista pela última vez ao sair do trabalho na noite de 17 de março, por volta das 22h24.
A distância entre o bairro onde morava Márcia e o local onde ela foi encontrada morta em Guaratinguetá é de mais de 50 quilômetros. O corpo de Márcia foi sepultado na manhã desta quinta-feira (20), no Cemitério Municipal de Moreura César, em Pindamonhangaba.
Segundo o irmão, a recepcionista costumava pegar um ônibus para casa, mas não chegou ao destino naquela noite. O filho da vítima recebeu uma mensagem do celular da mãe por volta de 0h28, informando que ela chegaria tarde. No entanto, ele estranhou a mensagem, pois não condizia com o padrão habitual de escrita de sua mãe.
A família iniciou buscas no dia seguinte, 18 de março, e tentou registrar um boletim de ocorrência. Como a delegacia já estava fechada, eles acionaram a Polícia Militar pelo telefone 190.
Investigação.
Entre as linhas de investigação da Polícia Civil, algumas hipóteses estão sendo testadas para esclarecer o caso. Márcia mantinha um relacionamento com um homem, que afirmou não ter tido contato com ela no dia do desaparecimento. A análise da mensagem enviada ao filho levanta a suspeita de que tenha sido escrita por outra pessoa.
Marcas de sangue na ponte sugerem que a vítima foi atacada antes de ser jogada no ribeirão. O local é de difícil acesso e pouco movimentado à noite, o que dificulta a obtenção de testemunhas. A polícia já solicitou a quebra de sigilo telefônico da vítima para rastrear seus últimos contatos e mensagens.
Os investigadores agora aguardam o resultado da perícia para determinar a hora exata da morte de Márcia, se ela teve alguma luta corporal com o agressor e se sofreu outros tipos de violência antes de ser jogada no ribeirão.
A Polícia Civil reforça que denúncias anônimas podem ser feitas pelo Disque-Denúncia (181) e que qualquer informação sobre o caso pode ser crucial para o andamento das investigações.