JUSTIÇA

Padrasto é condenado por estupro e morte de criança

Por Andréia Marques | Especial para a Sampi
| Tempo de leitura: 2 min
Acervo família
O corpo da menina foi encontrado dentro de uma caixa de papelão em um terreno baldio
O corpo da menina foi encontrado dentro de uma caixa de papelão em um terreno baldio

O Tribunal do Júri de Hortolândia condenou a 32 anos, dez meses e dez dias de reclusão, em regime inicial fechado,  Cássio Martins Camilo acusado de estuprar, matar e esconder o corpo da enteada, Maria Clara Calixto Nascimento, de 5 anos.

O padrasto foi condenado  por estupro de vulnerável agravado, homicídio multiqualificado (asfixia e outro meio cruel, para assegurar a ocultação do delito de estupro e feminicídio) e ocultação de cadáver. Além desta condenação, o acusado também foi condenado em outra decisão a 18 anos por crime semelhante cometido em Monte Mor. A defesa do suspeito vai recorrer da decisão do caso Maria Clara.

O crime aconteceu no dia 17 de dezembro de 2020, no Jardim São Felipe. Na época, o corpo  dela foi encontrado dentro de uma caixa de papelão, em um terreno baldio nas proximidades de onde ela morava.

Apesar de o júri ser presencial, Camilo participou do julgamento de uma sala no presídio onde está desde o dia do crime, em Sorocaba.

De acordo com a denúncia do promotor de Justiça Pedro Campos, no dia do crime, o réu estava sozinho com a criança, pois a mãe da vítima havia saído para trabalhar. Nesse período, ele tentou molestá-la, mas a menina gritou. A criança foi, então, agredida, violentada e morta por asfixia.

Na época, a perícia apontou que Maria Clara apresentava sinais de estrangulamento.

Crime

A menina Maria Clara desapareceu na manhã do dia 17 de dezembro de 2020, quando, segundo a avó da garota, saiu para brincar na casa de uma vizinha. O sumiço foi percebido pela mãe da menina quando ela chegou para almoçar e questionou o companheiro sobre a localização da filha dela. Na ocasião, ele disse que estava dormindo e não viu a criança sair.

A família começou a procurar Maria Clara e registrou um boletim de ocorrência de desaparecimento na Delegacia de Hortolândia. Na época, a foto de Maria Clara foi divulgada em grupos de WhatsApp e nas redes sociais da família e foi feita uma corrente para encontrar a pequena.

Foi descoberto que Camilo tinha passagem por estupro, em Monte Mor, e ele chegou a prestar depoimento no dia do desaparecimento, mas foi liberado. Ele alegou para a polícia que não sabia nada sobre o paradeiro de Maria Clara. Em seguida, ele se abrigou na casa de parentes em Monte Mor antes de tentar fugir para Campinas.

A garota foi encontrada próximo à residência dela por familiares e amigos, que mantiveram a procura na manhã do dia seguinte ao desaparecimento. A mãe da criança retirou o corpo da filha pelas próprias mãos e levou até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Jardim Nova Hortolândia, mas ela já chegou sem vida ao local.

Camilo foi preso logo depois e levado para a delegacia.  Parentes e amigos da família da vítima foram até o local e houve tumulto, inclusive foram lançadas bombas de fumaça na unidade.

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