EDUCAÇÃO

Escola estadual de São José se destaca no Saresp 2022 com pontuação acima da média

Por Ana Lígia Dal Bello | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação
Escola estadual Professor Joaquim Andrade Meirelles
Escola estadual Professor Joaquim Andrade Meirelles

A escola estadual Professor Joaquim Andrade Meirelles, da região sul de São José, destacou-se pela pontuação no Saresp acima da média da RMVale e do estado. Os estudantes do Ensino Médio pontuaram 310 em Português, 306,5 em Matemática e 321,6 em Ciências da Natureza.

O diretor Sandro Luís Quintino atribui o desempenho às atividades realizadas durante o período integral, modelo adotado a partir de 2018.

“Em 2018, ficamos na casa dos 315 pontos em Português e 314 em Matemática; considerando a pandemia, continuamos no patamar. Resgatamos a deficiência de aprendizado, fizemos busca ativa dos alunos. Em 2022, o Saresp avaliou os alunos focos da pandemia, que tiveram que fazer aula on-line. Compensamos 2020 e 2021”, afirmou.

“Todo início de ano temos plano de ação. Verificamos os indicadores anteriores, temos simulados, nivelamento, práticas experimentais, eventos externos de olimpíadas. Acredito que todo esse foco para desenvolver o PV (Projeto de Vida) deles contribui no momento da avaliação.”

Não para por aí. "No período que antecede o Saresp, a escola traz alunos de anos anteriores para falar da importância da prova, que avalia o conjunto da vida do aluno na unidade escolar”.

Outro ponto, na visão do docente, é que as avaliações bimestrais são aplicadas no estilo do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), para que o estudante se familiarize com o ritual deste exame e do Saresp, que inclui hora de entrada na escola e de entrega do teste. A meta da escola para a edição 2023, cujo resultado será divulgado em 2024, é manter ou vencer o índice atual de proficiência nas áreas avaliadas.

Os alunos receberam a notícia com satisfação, sobretudo os que foram avaliados e agora já estão formados no Ensino Médio.

“Mandaram mensagens parabenizando a escola; ficaram contentes porque foram protagonistas desse índice. É isso que trabalhamos, para que, a cada ano, aquela turma avaliada seja protagonista e deixe sua marca naquele ano”, disse o diretor.

Nas escolas estaduais com Programa de Ensino Integral, os estudantes têm à disposição aulas relacionadas aos seus projetos de vida, como explica Quintino.

“Atuamos para que o aluno entenda que, para fazer seu PV, precisa passar pela Matemática, Português, Ciências da Natureza, que incluem Química, Biologia. E é preciso ter domínio disso.”

“Na disciplina PV, estimulamos o olhar do aluno sobre seu futuro, ele pode ser assessorado por um professor tutor duas vezes ao mês, durante o Ensino Médio, sobre como vai o PV - às vezes, o aluno começa com uma ideia e conclui o 3º ano com outros planos", disse o diretor.

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