Onze diretores da Polícia Federal (PF) colocaram os cargos à disposição nesta terça-feira (8/9), após o afastamento preventivo do diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência, Leandro Almada da Costa, determinado pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).
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Em nota conjunta, os integrantes da cúpula da PF declararam apoio aos dois delegados e repudiaram os ataques direcionados à instituição. Ao final do documento, os diretores colocaram os cargos à disposição do diretor-geral substituto, William Marcel Murad, que assumiu temporariamente o comando da corporação.
A medida não representa exoneração automática. Cabe ao novo comando decidir sobre a permanência dos diretores nos respectivos postos.
Os integrantes afirmaram ainda que acusações contra Andrei, Almada e a própria PF não têm fundamento e classificaram como indevidas as tentativas de atribuir à corporação uma atuação considerada não republicana.
Colocaram os cargos à disposição Dennis Cali, Fabrício Schommer Kerber, Otavio Margonari Russ, Felipe Tavares Seixas, Helena de Rezende, Roberto Reis Monteiro Neto, André Luis Lima Carmo, Christiane Correa Machado, Alexsander Castro de Oliveira, Ademir Dias Cardoso Júnior e Humberto Freire de Barros.
Na decisão que determinou os afastamentos, Mendonça ordenou a abertura de procedimentos criminais e administrativo-disciplinares pela Corregedoria da PF para apurar a produção de relatórios de inteligência sobre autoridades.
Os afastamentos são preventivos e não representam condenação ou conclusão definitiva sobre eventual responsabilidade dos dois delegados.
Com informações do Metrópoles.