JULGAMENTO

STF tem maioria para manter Andrei afastado; Gilmar pede vista

Por Raquel Lopes e Luísa Martins | da Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução/ Andressa Anholete/Agência Senado
Mendonça pediu afastamento de Andrei Rodrigues do comando da PF.
Mendonça pediu afastamento de Andrei Rodrigues do comando da PF.

A Segunda Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) formou maioria nesta terça-feira (8) para referendar a ordem do ministro André Mendonça e manter o afastamento de Andrei Rodrigues do comando da PF (Polícia Federal). O julgamento, porém, foi suspenso por pedido de vista do ministro Gilmar Mendes.

Leia mais: Mendonça afasta diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues

Em menos de dez minutos após a abertura da sessão virtual, os ministros Kassio Nunes Marques e Luiz Fux votaram para acompanhar Mendonça, em um indicativo de que o relator dos casos Master e INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) tem apoio suficiente no colegiado.

O pedido de vista —mais tempo para analisar o processo— de Gilmar tem prazo de 90 dias, mas não muda o efeito prático da decisão de Mendonça. Com isso, segue válida a decisão cautelar que afastou tanto Rodrigues o diretor de Inteligência da PF, Leandro Almada.

A justificativa principal do afastamento de ambos foi o relatório interno produzido pela PF e utilizado pelo ministro Alexandre de Moraes para pedir investigação contra o próprio Mendonça, por abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade.

O relatório aponta que Mendonça teria agido para direcionar as investigações contra Moraes e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), "com quebra da imparcialidade judicial e favorecimento a determinados grupos políticos".

Moraes alegou abuso de autoridade depois que Mendonça tornou públicas apurações da PF que identificaram o vice-presidente do STF como interlocutor do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. O relator sinalizou disposição para levar ao plenário a possibilidade de abir investigação formal contra o colega.

Ao determinar o afastamento do diretor-geral, Mendonça afirmou que o relatório utilizado por Moraes não tem validade. 

De acordo com Mendonça, é "inimaginável" conceber que setores da PF estejam produzindo relatórios para "descredibilizar o trabalho técnico realizado" por outros delegados e agentes que estão atuando no caso Master.

Comentários

Comentários