APROVADO

Câmara confirma indicação de Rodrigo Pacheco para ministro do TCU

Por Isadora Albernaz | da Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução/Waldemir Barreto/Agência Senado
Pacheco teve seu nome aprovado pelos senadores na noite de terça (1º) e agora deve ser nomeado pelo presidente Lula (PT).
Pacheco teve seu nome aprovado pelos senadores na noite de terça (1º) e agora deve ser nomeado pelo presidente Lula (PT).

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (2) a indicação do ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSB-MG), 49, para ocupar uma vaga de ministro no TCU (Tribunal de Contas da União).

Leia mais: Senado aprova indicação de Rodrigo Pacheco como ministro do TCU

Foram 404 votos a favor e 61 contra. Houve ainda uma abstenção. A votação foi realizada secretamente, com possibilidade de os deputados se posicionarem remotamente pelo aplicativo Infoleg. Às vésperas da eleição, o Congresso Nacional funciona em regime de esforço concentrado.

Pacheco teve seu nome aprovado pelos senadores na noite de terça (1º) e agora deve ser nomeado pelo presidente Lula (PT). Ele irá ocupar a vaga de ministro na corte de contas deixada por Bruno Dantas –que oficializou seu pedido de saída antecipada na segunda (31).

O primeiro suplente de Pacheco é o ex-deputado federal e empresário Renzo Braz (PP-MG).

Ao encerrar a sessão, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), agradeceu aos deputados pela "expressiva votação", fez elogios a Pacheco e disse não ter dúvidas do "preparo técnico e político" dele para representar o Senado no TCU.

"Desejamos que possa, no Tribunal de Contas, o mesmo compromisso, a mesma dedicação com a sociedade brasileira, com o Congresso Nacional."

Um dos aliados mais próximos de Pacheco, o atual chefe do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), enviou o nome ao cargo na mesma data do anúncio de Bruno Dantas. Alcolumbre acelerou a votação, dispensando a sabatina na CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) e chancelando a indicação direto no plenário.

O senador também pediu para que os líderes partidários assinassem a indicação de Pacheco —em esforço para reforçar publicamente que a escolha teve caráter coletivo e não foi feita exclusivamente por ele.

O ex-presidente do Senado acompanhou a votação no plenário da Casa na noite de terça. Ele agradeceu aos colegas a "missão honrosa" de ser ministro do TCU. Uma pessoa próxima ao senador afirma que ele está empolgado com a ida à corte. Pacheco, diz, gosta do ambiente de tribunais e está cansado da política.

A indicação ao tribunal se dá após o senador decidir não disputar a reeleição e, apesar das pressões de Lula, também escolher não ser candidato ao Governo de Minas Gerais.

Pacheco também era o nome defendido por Alcolumbre e parte do Senado para ser indicado para o STF (Supremo Tribunal Federal) na vaga deixada por Luís Roberto Barroso. Lula ignorou a pressão da Casa e indicou o advogado-geral da União, Jorge Messias, que acabou rejeitado para o cargo.

Dos nove ministros que compõem o TCU, três são indicados pelo Senado, três pela Câmara e três pelo presidente da República. Assim como Dantas, o atual presidente da corte de contas, Vital do Rêgo, também é oriundo de uma das três vagas do Senado.

De saída, Bruno Dantas está em conversas com três empresas, incluindo um escritório de advocacia com atuação no Brasil e nos Estados Unidos, segundo apurou a Folha. Outra opção também é a Avibras, empresa da indústria de guerra comprada pela J&F, dos irmãos Batista.

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