INTERFERÊNCIA

Polêmica com Trump afetou seleção dos EUA, diz Balogun

Por | da Folhapress
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Reprodução/@balogun/Instagram
 Tentei focar o jogo o máximo que pude, mas havia muito ruído de fora. É difícil de ignorar', disse o jogador.
Tentei focar o jogo o máximo que pude, mas havia muito ruído de fora. É difícil de ignorar', disse o jogador.

O atacante americano Folarin Balogun, 25, disse à imprensa dos Estados Unidos que a polêmica pela suspensão de seu cartão vermelho afetou a preparação da equipe para a partida contra a Bélgica.

Relembre o caso: Trump pede revisão de expulsão de Balogun e critica brasileiro

"Eu senti um pouco de tensão na equipe. Foi algo incomum. Tentei focar o jogo o máximo que pude, mas havia muito ruído de fora. É difícil de ignorar", disse ele ao programa CBS Mornings, da rede CBS.

Balogun foi expulso pelo árbitro brasileiro Raphael Claus após dar uma entrada forte, ainda que não intencional, no zagueiro bósnio Tarik Muharemovic.

A partida, vencida pelos EUA por 2 a 0, era válida pela fase de 32 seleções da Copa do Mundo. Balogun estava, portanto, suspenso das oitavas de final, contra a Bélgica.

Na véspera do jogo, entretanto a Comissão disciplinar da Fifa suspendeu os efeitos do cartão vermelho, e o atacante foi liberado para a partida.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assumiu que interveio junto ao presidente da entidade, Gianni Infantino, pedindo a revisão do cartão. ELe ainda chamou Raphael Claus de "suspeito."

Balogun afirmou que a equipe descobriu que ele poderia jogar no ônibus e que houve gritos e comemoração. "Eu estava muito feliz em poder jogar, mas depois comecei a pensar e sabia que isso [a decisão da Fifa] causaria muita controvérsia", disse.

Ele também classificou a situação como "confusa" para a seleção americana, que já estava treinando sem ele para a partida.

O jogador afirmou, ainda, que sua expulsão foi injusta. "Quando algo não é intencional, nunca deveria haver cartão vermelho", disse.

Depois de toda a confusão, os Estados Unidos perderam para a Bélgica de 4 a 1. Os jogadores da seleção europeia assumiram que estavam com raiva da intervenção de Trump e até fizeram a dancinha típica do presidente na comemoração do último gol, de Romelu Lukaku, para ironizá-lo.

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