SAÚDE DIGITAL

Tosse e febre lideram buscas em novo canal digital de saúde

Por Flávio Paradella | Especial para a Sampi Campinas
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação/PMC
Serviço por WhatsApp está em fase de testes e resolveu 56% dos casos sem deslocamento até unidade de saúde.
Serviço por WhatsApp está em fase de testes e resolveu 56% dos casos sem deslocamento até unidade de saúde.

O teleatendimento infantil por WhatsApp da Rede Mário Gatti completou um mês com 1.225 atendimentos realizados e 686 casos resolvidos de forma remota, sem necessidade de deslocamento da criança até uma unidade de saúde. O serviço funciona em fase de testes e tem sido usado principalmente para avaliação inicial de sintomas leves.

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Do total de atendimentos, 56% foram concluídos pelo próprio canal digital. Outros 30% resultaram em encaminhamento para Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), enquanto 5% foram direcionados para consulta. As desistências representaram 9% dos registros. O serviço é prestado pela empresa Kangoo Saúde dentro do Sandbox Regulatório, modelo de testes controlados para soluções digitais aplicadas à administração pública.

Os quadros respiratórios predominaram entre as queixas relatadas pelas famílias. Os sintomas mais frequentes foram tosse, com 418 registros, febre, com 280, e espirro ou congestão nasal, com 269. Também houve atendimentos relacionados a sintomas de garganta, dor de cabeça, dificuldade respiratória, diarreia e vômito. Como uma mesma criança pode apresentar mais de um sintoma, o total de manifestações registradas foi maior que o número de atendimentos.

“O atendimento infantil virtual tem se apresentado como uma estratégia com potencial para ampliar o acesso assistencial e otimizar o fluxo de atendimento pediátrico. A iniciativa possibilitou a avaliação remota de casos de menor complexidade, podendo contribuir para a redução da demanda espontânea nas unidades e para o melhor direcionamento dos atendimentos presenciais aos casos de maior gravidade”, avaliou Carolina de Mendonça Carvalho, enfermeira gestora assistencial da Unidade Pediátrica Mário Gattinho.

A maior procura pelo serviço ocorreu entre crianças mais novas. Foram 159 atendimentos de bebês com menos de 1 ano, 143 de crianças de 1 ano e 121 de crianças de 2 anos. A partir dos 3 anos, os registros passam a cair gradualmente, com menor procura nas faixas entre 16 e 18 anos. Na divisão por sexo, meninos representaram 60,1% dos atendimentos, enquanto meninas corresponderam a 39,9%.

Para a médica Ana Helena Martins, gestora da UPA São José, o atendimento remoto também ajuda a organizar melhor o fluxo nas unidades presenciais, principalmente ao orientar familiares antes da chegada ao serviço de saúde. “O paciente e o familiar vêm orientados. Vêm menos ansiosos, menos preocupados, o que já ajuda bastante. Já sabem que não há uma gravidade intensa, já sabem que podem esperar, que vão ser atendidos e que será adotada a conduta certa”, explicou.

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