A fiscalização por videomonitoramento na Avenida João Jorge, em Campinas, registrou 602 infrações de trânsito no primeiro mês de operação. Desse total, 587 autuações foram por circulação irregular na faixa exclusiva para ônibus do BRT, o que representa quase 98% das condutas de risco flagradas no período.
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A câmera foi reativada em 4 de maio no cruzamento da Avenida João Jorge com a Rua Dr. Salles Oliveira, na Vila Industrial. O trecho integra o Corredor BRT Ouro Verde e passou a ser monitorado remotamente pela Emdec para coibir infrações e acompanhar a circulação em uma área considerada crítica.
Além do uso irregular da faixa exclusiva, o videomonitoramento também registrou outras infrações, mas em número bem menor. Foram sete autuações por estacionamento irregular, incluindo parada em local proibido, vaga de carga e descarga e sobre calçada. Também houve quatro registros de veículo não licenciado, três por avanço de sinal vermelho e uma autuação por placa ilegível.
O ponto monitorado aparece entre os locais acompanhados pela Emdec por causa do histórico de sinistros. O cruzamento da João Jorge com a Rua Salles Oliveira ocupa a 46ª posição no ranking de 50 pontos críticos mapeados pela empresa municipal. Entre maio de 2023 e abril de 2026, foram registrados 20 sinistros no local, sendo 13 sem vítimas, seis com vítimas não fatais e um atropelamento sem morte.
O entorno também concentra ocorrências. Nos acessos de pedestres da João Jorge ao Viaduto Miguel Vicente Cury e na aproximação da Rua Francisco Teodoro, foram contabilizados outros 67 sinistros no mesmo período. Desse total, 30 não tiveram vítimas, 35 deixaram feridos e dois foram atropelamentos não fatais.
Segundo a Emdec, a irregularidade mais comum ocorre nas proximidades da Estação BRS João Jorge, onde motoristas entram antecipadamente no corredor de ônibus antes do trecho em que a circulação de veículos comuns é permitida. A empresa afirma que esse comportamento gera conflito com os coletivos, interfere na programação das linhas e aumenta o risco para usuários do transporte público que acessam a estação.
A liberação para os demais veículos ocorre apenas mais adiante, pouco antes da chegada ao Viaduto Cury, no sentido bairro-Centro. No ponto autorizado, há sinalização indicando “Neste trecho, faixa livre”. Antes disso, a faixa é exclusiva para o transporte público.
Campinas conta atualmente com 18 pontos de fiscalização remota por câmeras. Eles estão distribuídos pelo Centro, eixo da Avenida das Amoreiras, região do Aeroporto de Viracopos, Torre do Castelo, Avenida Lix da Cunha, entorno da Rodoviária e Avenida João Jorge.
Até maio de 2026, o sistema de videomonitoramento havia identificado 11,9 mil condutas de risco na cidade. Desse total, 2,9 mil foram relacionadas ao uso indevido de faixas exclusivas para ônibus.
Além da aplicação de autuações, a Emdec afirma que as câmeras auxiliam no acompanhamento da fluidez do trânsito e na identificação de ocorrências, como veículos quebrados e sinistros.