Após seis dias de julgamento, o Tribunal do Júri de Planaltina condenou cinco réus pela morte de dez integrantes de uma mesma família na maior chacina do Distrito Federal. O crime foi cometido entre dezembro de 2022 e janeiro de 2023.
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Gideon Batista de Menezes foi condenado a 397 anos, oito meses e quatro dias de reclusão, além de um ano e cinco meses de detenção e 716 dias-multa. Segundo a acusação, ele articulou o plano e alugou a casa usada como cativeiro. Em depoimento, afirmou ter confessado sob tortura.
Horácio Carlos Ferreira Barbosa recebeu pena de 300 anos, seis meses e dois dias de reclusão, mais um ano de detenção e 407 dias-multa. Conforme a denúncia, participou dos sequestros, enviou mensagens se passando pelas vítimas e atuou na ocultação dos corpos.
Carlomam dos Santos Nogueira foi condenado a 351 anos, um mês e quatro dias de reclusão, além de 11 meses de detenção e 716 dias-multa. Ele confessou participação e teve a pena reduzida em relação às mortes das três crianças.
Fabrício Silva Canhedo recebeu pena de 202 anos, seis meses e 28 dias de reclusão, mais um ano de detenção e 487 dias-multa. O júri reconheceu participação nos sequestros e na ocultação de provas.
Carlos Henrique Alves da Silva foi absolvido do homicídio de uma das vítimas e condenado a dois anos de reclusão por participação na rendição de um dos familiares.
Ao longo do julgamento, os jurados ouviram 18 testemunhas, os cinco acusados e acompanharam cerca de sete horas de debates entre defesa e Ministério Público. Os réus responderam por homicídio qualificado, latrocínio, ocultação de cadáver, extorsão mediante sequestro, associação criminosa qualificada e corrupção de menor.
De acordo com a investigação, o grupo planejou matar membros da família para tomar posse de uma chácara no Itapoã, avaliada em R$ 2 milhões, e obter dinheiro das vítimas. Os familiares foram atraídos para emboscadas, mantidos em cativeiro e mortos em locais distintos no Distrito Federal, Goiás e Minas Gerais.
Com informações do Metrópoles.