A partir de 26 de maio, a correria e o estresse no trabalho deixam de ser "apenas parte do dia a dia" para virar responsabilidade das empresas. A nova regra da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) obriga os patrões a cuidarem da saúde mental dos funcionários com o mesmo rigor que cuidam da segurança física.
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Na prática, os riscos psicossociais entram obrigatoriamente no Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO). Isso significa que a empresa precisa mapear tudo o que pode adoecer a cabeça do trabalhador, como:
Assédio moral e sexual: situações de humilhação, perseguição ou abusos.
Pressão exagerada: cobrança por metas que ninguém consegue bater ou ritmo de trabalho que não deixa ninguém respirar.
Sobrecarga: quando o funcionário faz o trabalho de duas ou três pessoas ao mesmo tempo.
Falta de controle: não ter voz sobre como as tarefas são feitas ou viver em conflito constante com chefes e colegas.
Tudo isso agora tem que estar detalhado no papel, dentro do chamado Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR). Se o perigo de um funcionário desenvolver ansiedade ou burnout for identificado, a empresa é obrigada a criar medidas para evitar que isso aconteça, agindo antes que o trabalhador fique doente.
O que muda a partir de maio de 2026?
A partir dessa data, acaba o prazo de adaptação. Os auditores fiscais do trabalho vão bater nas portas das empresas para conferir se a saúde mental está sendo levada a sério. Quem não tiver o mapeamento de riscos psicossociais ou não provar que está combatendo abusos e sobrecarga poderá levar multa. O foco da mudança é garantir que o ambiente de trabalho seja saudável e que o bem-estar psicológico seja um direito garantido por lei.