TAXA POLÊMICA

71% rejeitam taxa mínima em apps de entrega; ENTENDA

Por Da redação |
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução/Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Maioria teme que taxa mínima em aplicativos encareça pedidos de comida.
Maioria teme que taxa mínima em aplicativos encareça pedidos de comida.

A proposta de criação de uma taxa mínima para entregas por aplicativos segue enfrentando forte resistência no Brasil. Dados de um levantamento recente indicam que a medida, ainda em debate no âmbito da regulamentação do setor, é rejeitada por 71% da população, evidenciando um cenário de preocupação com os possíveis efeitos no custo de vida.

A discussão envolve a definição de um valor mínimo por entrega, estimado em R$ 10, além de um adicional por quilômetro percorrido em trajetos mais longos. Embora a iniciativa esteja relacionada à tentativa de garantir melhores condições de remuneração aos trabalhadores de aplicativos, o impacto direto no consumidor tem sido o principal ponto de crítica.

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Percepção de aumento nos preços

A possibilidade de encarecimento dos pedidos é o fator que mais pesa na avaliação dos brasileiros. Segundo o estudo, 78% acreditam que a adoção de uma taxa mínima deve resultar em preços mais altos nas plataformas de delivery.

A lógica, na visão dos entrevistados, é que os custos adicionais tendem a ser repassados ao consumidor final, afetando principalmente itens de consumo cotidiano, como refeições solicitadas por aplicativos.

Efeito mais forte entre os mais pobres

O impacto social da medida também aparece como preocupação relevante. Para 86% dos participantes, a população de menor renda deve ser a mais prejudicada, já que o aumento nos valores pode limitar o acesso a serviços que se tornaram comuns na rotina urbana.

Esse cenário levanta questionamentos sobre o equilíbrio entre a valorização dos profissionais do setor e a manutenção da acessibilidade para os usuários.

Resistência ao pagamento de valores maiores

Quando questionados sobre a possibilidade de arcar com custos mais elevados, a maioria dos brasileiros demonstra resistência. Cerca de 71% afirmam que não estariam dispostos a pagar mais pelas entregas, enquanto uma parcela menor se mostra aberta a essa mudança.

O dado reforça o desafio de implementação da medida, já que a aceitação do público é um fator determinante para o funcionamento do modelo.

Debate amplo e já conhecido

A pesquisa também revela que o tema já alcançou grande parte da população. A maioria dos entrevistados afirma estar ciente das discussões sobre a regulamentação dos aplicativos, e muitos já tiveram contato com a proposta de criação da taxa mínima.

O levantamento foi realizado entre os dias 13 e 16 de março, com 1.031 pessoas de 16 anos ou mais, entrevistadas presencialmente em diferentes regiões do país. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos.

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