A investigação da Justiça Militar apontou que a soldado da PM Gisele Alves Santana foi abordada por trás e atingida com um disparo na têmpora direita dentro do apartamento onde vivia com o marido, no Brás, região central de São Paulo, informou o portal Metrópoles.
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Segundo a decisão que decretou a prisão preventiva do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, ela foi imobilizada com a mão esquerda do agressor na região da face enquanto a arma, na mão direita, foi direcionada à cabeça. Após o disparo, o corpo foi colocado no chão e houve manipulação da cena, inclusive da posição da arma.
Os primeiros socorristas relataram que encontraram a vítima caída, envolta em uma toalha, com a arma semiempunhada e sem rigidez muscular. O oficial estava no corredor ao telefone enquanto Gisele ainda apresentava sinais vitais. Laudos e depoimentos levaram à conclusão de que a dinâmica não é compatível com suicídio.
Gisele foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros e levada ao Hospital das Clínicas, onde morreu horas depois em decorrência de traumatismo cranioencefálico provocado por tiro. A prisão do tenente-coronel foi decretada pela Justiça Militar e cumprida nesta quarta-feira (18) em São José dos Campos.
Com informações do Metrópoles.