A Polícia Civil de São Paulo solicitou à Justiça, nesta terça-feira (17), a prisão do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, no inquérito que investiga a morte da soldado Gisele Alves Santana, encontrada com um tiro na cabeça no apartamento onde morava, no Brás, região central da capital. O pedido tem aval do Ministério Público de São Paulo.
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O corpo foi exumado e o laudo necroscópico apontou lesões no rosto e no pescoço, descritas como marcas de pressão digital e arranhões compatíveis com unhas. Peritos indicam sinais de que a policial desmaiou antes do disparo e não apresentou reação de defesa.
Exames toxicológicos descartaram ingestão de álcool ou drogas e confirmaram que ela não estava grávida. A perícia também identificou manchas de sangue em outros cômodos do imóvel. A investigação aguarda laudos complementares do Instituto Médico Legal e do Instituto de Criminalística para concluir a dinâmica do caso.
O tiro foi ouvido por uma vizinha às 7h28. A primeira ligação do marido à PM ocorreu às 7h57. Ele afirmou que a esposa havia se matado. Às 8h05, acionou o Corpo de Bombeiros dizendo que ela ainda respirava. As equipes chegaram às 8h13.
Socorristas relataram que o oficial estava seco, apesar de afirmar que tomava banho no momento do disparo. Também apontaram ausência de marcas de sangue nele e estranharam a posição da arma na mão da vítima. Um bombeiro afirmou que o sangue já estava coagulado quando a equipe chegou.
Imagens mostram a entrada de três policiais no apartamento cerca de 10 horas após a ocorrência. Elas permaneceram aproximadamente 50 minutos no local e serão ouvidas.
O desembargador Marco Antônio Pinheiro Machado Cogan esteve no prédio na manhã do fato. A defesa informa que ele foi ao local como amigo do tenente-coronel.
O caso, registrado inicialmente como suicídio, é investigado como morte suspeita pela Polícia Civil e pela Corregedoria da Polícia Militar do Estado de São Paulo. A Justiça ainda não decidiu sobre o pedido de prisão.
Com informações do g1.