A morte do cão comunitário Orelha, mascote da Praia Brava, em Florianópolis (SC), decorrente das agressões severas que sofreu, despertou forte comoção nacional e uma investigação policial. O animal, que vivia há cerca de dez anos na região e era querido por moradores e frequentadores da praia, precisou ser submetido à eutanásia devido à gravidade dos ferimentos.
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Relatos e evidências iniciais levaram à suspeita de que ao menos quatro adolescentes são responsáveis pela tortura. A Polícia Civil de Santa Catarina conduziu uma operação nessa segunda-feira (26) para cumprir mandados de busca e apreensão. Celulares foram apreendidos na apuração dos crimes de maus-tratos contra animais e possível coação de testemunhas.
Um dos pontos de investigação é a eventual tentativa de interferência nas apurações, envolvendo o pai de um dos adolescentes suspeitos, que é policial civil. O Ministério Público de Santa Catarina acompanha o caso por meio das promotorias da Infância e Juventude e do Meio Ambiente, para que o processo siga os ritos previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente, devido à idade dos suspeitos.
A comunidade local e ativistas de direitos dos animais têm clamado por justiça, reforçando a necessidade de leis mais rigorosas e de conscientização sobre o bem-estar animal.