DECRETO

Venezuela determina prisão de envolvidos na captura de Maduro

Por | da Rede Sampi
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Reprodução de vídeo/@Reuters/X
Manifestantes pró-Maduro saem às ruas na capital Caracas.
Manifestantes pró-Maduro saem às ruas na capital Caracas.

As autoridades da Venezuela determinaram a prisão de todas as pessoas suspeitas de apoiar ou participar da operação militar dos Estados Unidos que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro. A ordem consta em um decreto editado no contexto do estado de emergência em vigor no país desde o ataque estrangeiro e manda que as forças de segurança iniciem imediatamente buscas em todo o território nacional para localizar os envolvidos. O texto, que já estava valendo desde sábado, foi publicado integralmente nesta segunda-feira (5).

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A medida amplia a resposta do governo venezuelano após a retirada de Maduro do poder e reuslta da transição política conduzida pelo Judiciário. O decreto não detalha quantas pessoas podem ser alvo das prisões, mas estabelece que qualquer apoio ou promoção da ofensiva liderada pelos Estados Unidos será tratado como crime contra o Estado.

Vice assume interinamente, quem é Delcy Rodríguez?

Após a captura de Maduro, o Tribunal Supremo de Justiça determinou que a então vice-presidente Delcy Rodríguez assuma interinamente a chefia do Executivo para garantir a continuidade administrativa do país. Nascida em Caracas em 1969, Rodríguez é advogada formada pela Universidade Central da Venezuela e construiu toda a sua carreira política dentro do chavismo, ocupando cargos estratégicos desde o governo de Hugo Chávez.

Vice-presidente desde 2018, Delcy Rodríguez também já foi ministra das Relações Exteriores, da Comunicação, da Economia e, mais recentemente, dos Hidrocarbonetos, tornando-se uma figura central na gestão política e econômica do regime. Filha de Jorge Rodríguez, militante de esquerda morto sob custódia policial nos anos 1970, ela é considerada uma das lideranças mais influentes do chavismo e não integra a lista de recompensas da agência antidrogas dos Estados Unidos, ao contrário de outros dirigentes próximos a Maduro.

*Com informações da Reuters

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