TRAGÉDIA

No Paraná, moradores vigiam escombros para não serem furtados

Por | da Rede Sampi
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Reprodução de vídeo/Facebook
Com o município em ruínas, famílias desabrigadas estão sendo levadas para igrejas e abrigos improvisados na cidade vizinha.
Com o município em ruínas, famílias desabrigadas estão sendo levadas para igrejas e abrigos improvisados na cidade vizinha.

Em meio à destruição deixada pelo tornado que arrasou Rio Bonito do Iguaçu (PR) na sexta-feira (8), moradores da cidade passaram a fazer vigília nos próprios escombros para evitar furtos de móveis e eletrodomésticos espalhados pelas ruas. A cidade, que tem menos de 15 mil habitantes, foi 90% destruída e conitnua sem energia elétrica e comunicação. As informações são da Folhapress.

Leia mais: Maioria das vítimas do ciclone são de Rio Bonito do Iguaçu

De acordo com a Defesa Civil, seis pessoas morreram e mais de 750 ficaram feridas. Mais de mil ficaram deabrigadas ou desalojadas. Os números ainda podem mudar.

O cenário é descrito como “de guerra” por quem sobreviveu. Carros foram virados, prédios desabaram e até o edifício da prefeitura foi ao chão. Supermercados, escolas e casas ficaram completamente destruídos. Parte da população tenta proteger o que restou. “As coisas estão espalhadas pelas ruas: geladeiras, móveis, colchões. As pessoas estão dormindo perto do que sobrou para evitar saques”, relatou um morador à imprensa local.

Com o município em ruínas, famílias desabrigadas estão sendo levadas para igrejas e abrigos improvisados em Laranjeiras do Sul, cidade vizinha. O governador Ratinho Jr. (PSD) decretou estado de calamidade pública, luto de três dias e prometeu recursos emergenciais para reconstrução.

Segundo o Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná), o tornado foi inicialmente classificado como F2, mas pode ser reavaliado para F3, caso se confirme que os ventos ultrapassaram os 250 km/h.

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