IMIGRAÇÃO

Justiça bloqueia ordem de Trump contra cidadania por nascimento

Por | da Redação
| Tempo de leitura: 1 min
Reprodução/Donald J. Trump/Facebook
Grupos de direitos civis e procuradores de 22 estados democratas também moveram ações contra a medida.
Grupos de direitos civis e procuradores de 22 estados democratas também moveram ações contra a medida.

Um juiz federal em Seattle suspendeu por 14 dias, enquanto avalia um bloqueio mais longo, a ordem executiva do presidente Donald Trump que restringia o direito à cidadania automática nos Estados Unidos, classificando-a como "claramente inconstitucional". A decisão veio após ação judicial movida por quatro estados liderados por democratas – Washington, Arizona, Illinois e Oregon – que argumentaram que a medida viola a Cláusula de Cidadania da 14ª Emenda da Constituição dos EUA, que garante cidadania a todos os nascidos no país. A informação é da agência Reuters.

Leia mais: Trump revoga cidadania automática a filhos de imigrantes ilegais

A ordem de Trump, assinada em seu primeiro dia de mandato, determinava que agências federais deixassem de reconhecer como cidadãos os filhos nascidos nos EUA cujos pais não fossem cidadãos ou residentes permanentes legais.

O juiz questionou a constitucionalidade da ordem, criticando o Departamento de Justiça, que defendeu a medida. Segundo os estados demandantes, mais de 150 mil recém-nascidos poderiam ser anualmente privados da cidadania, além de enfrentar a deportação e a exclusão de benefícios como números de Seguro Social e a autorização de trabalho.

Grupos de direitos civis e procuradores de 22 estados democratas também moveram ações contra a medida.

Enquanto isso, aliados republicanos de Trump na Câmara apresentaram um projeto de lei para restringir a cidadania automática a filhos de cidadãos ou residentes legais. O governo Trump argumenta que a ordem é parte de uma estratégia para consertar o "sistema de imigração falho".

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