Brechós infantis são tendência para economia e sustentabilidade


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Diferente dos brechós de antigamente, os novos espaços, em especiais os infantis, surgem com a proposta de venda de roupas em bom estado, bem acondicionadas, em ambientes amplos e iluminados. Tudo para que os pais não precisem comprar sempre roupas novas , já que crianças crescem rapidamente.

Ao longo do tempo, os brechós foram associados a velharias, mas a visão das pessoas mudou nos últimos anos e, em meio ao consumismo desenfreado que vivemos, estes espaços voltaram à tona com a proposta de diminuição da produção de peças.

A proprietária de um brechó infantil no Centro de Jundiaí, Ana Claudia Siqueira, tem o negócio há três anos e diz que há muito a ser explorado modelo de venda de roupas. "Roupas infantis perdem muito rápido e as peças são novas. Aqui a pessoa traz as roupas, fazemos uma avaliação e damos um crédito para pegar mercadoria da loja. Normalmente trocam por números maiores porque a criança perdeu. Eu nem compro roupa, é raro, geralmente eu troco", diz ela sobre o local que também tem cadeirinhas de carro e outros acessórios infantis, mas concentra cerca de 70% das vendas em roupas mesmo.

Sobre o negócio, ela fala que sempre foi 'brechozeira', mas teve a ideia depois que os filhos nasceram. "Sempre gostei de trocar roupa. Tive meus filhos e fui trocar roupa, mas na época só tinha um brechó de roupa infantil. Vi a oportunidade de abrir o negócio. Antigamente brechó era visto como lixo, bagunça, hoje é organizado, são peças bem cuidadas, sistema de troca", explica.

A gerente de um outro brechó infantil, Bruna Cardoso Ferreira fala que a loja existe há um ano em Jundiaí, mas é uma franquia que tem cerca de quatro anos. "Nós não chamamos nem de brechó, é um bazar. As roupas tem que estar impecáveis. A gente seleciona bem e o pessoal aceita superbem justamente por causa dos critérios. Chamamos de fornecedoras as pessoas quem trazem as roupas. Temos bastante troca. Às vezes a roupa ficou pequena, então elas trazem e já pegam outras de número maior. Temos também roupas novas, um outlet, carrinhos, cadeirinha de carro, muito procurado pelo bom preço, mas vendemos de tudo, o que tiver o pessoal está comprando", explica.

Ela diz que durante o fechamento de estabelecimentos imposto por causa da pandemia as vendas foram feitas on-line, mas não pararam. "O movimento caiu um pouco neste mês. Na pandemia fizemos as vendas on-line, mas é melhor estar aberto. Temos esperança de dar uma melhorada em dezembro, mas tem um movimento bom aqui".

MENOS CONSUMO

Ana conta ainda que a procura pelas roupas infantis de brechó não é só pelo preço, mas também pela sustentabilidade. "A natureza está cutucando. Olha as chuvas e as queimadas. Precisamos nos mexer e o brechó infantil tem futuro", comenta ao lembrar que nos primeiros dias da pandemia o movimento caiu, mas logo em seguida, com a troca de estações, houve a retomada.

Bruna também fala que as pessoas mudaram a visão do que é um brechó hoje em dia. "Muitas pessoas de classe média e alta preferem comprar aqui porque os produtos custam menos da metade do valor, mas há a questão da sustentabilidade que está em alta. A franquia já vai passar de 100 lojas", diz ela sobre o rápido crescimento do negócio que parece, de fato, chamar atenção para o futuro do consumo.

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