Uma disputa parecida com as de videogame. Há vários tipos de objetivos a serem conquistados, mas o caça às bandeiras é o mais comum. Uma prática que envolve agilidade, precisão e habilidade. Esse é o paintball.
Basicamente, o paintball é uma forma recreativa de uma prática de tiros. As "armas", cujo nome certo é marcadora, são carregadas com bolinhas de tintas, que não são tóxicas à saúde e ao meio ambiente. A disputa acontece em campos diversos, podendo ser no mato ou em lugares abandonados, como fábricas antigas. No duelo entre as equipes, que podem ter de cinco a dez integrantes, quem tomar o "tiro" de tinta estará eliminado.
O engenheiro Henry Secatto, de 29 anos, pratica o paintball há sete anos na equipe do Ninjinhas Paintball Team e é campeão paulista e brasileiro. Mas joga há cinco junto com seu pai e seus dois irmãos.
"Começamos a praticar como recreação em Jundiaí, para termos uma atividade em conjunto. Gostamos, começamos a buscar conhecimento, a jogar com outras pessoas, importamos uma série de equipamentos, mas sentimos que não dava para ficar apenas na cidade, então jogamos com outros times da região".
Henry reparou que o paintball já era uma prática mais desenvolvida, como jogabilidade e regra, em outros lugares, exceto Jundiaí. Dessa forma, ele entrou em contato com as Federações Paulista e Brasileira de Paintball. "Após algumas semanas praticando, entendemos que poderíamos evoluir mais conhecendo outros campos e jogando com atletas mais experientes de outras cidades. Fomos para Campinas, onde conhecemos grandes jogadores e tivemos grandes professores que nos mostraram a seriedade que faziam do Paintball mais do que um hobby, mas uma atividade de alto nível".
"Depois disso investimos uma grande quantidade de tempo para aperfeiçoar nossa técnica e poder competir de igual para igual com as grandes equipes de São Paulo e do Brasil. Durante este período tive a oportunidade de fazer parte de grandes times e hoje sou atleta de uma das maiores equipes de paintball no mundo, o Ninjinhas. Time que já ganhou grandes prêmios estaduais, nacionais e algumas premiações em categorias relevantes no cenário mundial", contou Henry.
Apesar de não ter um espaço específico para praticar o paintball, Henry, junto com os Ninjinhas, vão para outras cidades em busca de jogo. Uma delas é Atibaia. "Recentemente tivemos a criação de um complexo de Paintball, o Atibaia Paintball Club, que conta com o que há de mais moderno, obstáculos (bunkers) iguais aos que são utilizados no mundial sediado em Orlando, dimensões profissionais e grama de alta qualidade para minimizar riscos de contusão ou qualquer problema de saúde aos atletas".
Existe uma dúvida se a modalidade pode ser considerada um esporte. Henry confirmou que é uma prática esportiva, principalmente pela estruturação de campeonatos e federações. "Devemos considerar o Paintball como um esporte sobretudo pela seriedade e maturidade dos seus atletas e estrutura disponível, vale ressaltar também que o Paintball hoje possui federações bem estabelecidas em cada estado e a federação brasileira que regulamenta a prática do paintball bem como as regras para os campeonatos oficiais. Temos campeonatos estaduais, nacionais e ligas das mais diversas categorias".
O paintball pode ser dividido em divisões, assim como no futebol. A liga profissional é a D3, Amadora é D4 e o de Novatos é D5. "Temos um longo caminho pela frente para fazer com que o esporte seja cada dia mais reconhecido, valorizado e que tenhamos reconhecimento, porém temos grandes incentivadores, como a equipe do Agora Live que transmite ao vivo as disputas oficiais de paintball como o CBX, o Campeonato Brasileiro de X-Ball", acrescentou o engenheiro.
(André Borges)