MÊS NEGATIVO

Economia desacelera e Jundiaí tem perda de emprego em abril

Por Redação |
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Marcello Casal Jr. / Agência Brasil
O município sentiu mais essa desaceleração, além do efeito de juros altos, do que o país, que teve saldo baixo, mas ainda positivo
O município sentiu mais essa desaceleração, além do efeito de juros altos, do que o país, que teve saldo baixo, mas ainda positivo

No mês de abril, Jundiaí teve o pior desempenho do ano até agora relacionado a emprego. A cidade perdeu 443 postos com carteira assinada, após 9.523 admissões e 9.966 desligamentos, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

O resultado agrava a situação obervada em março, quando, após um início de ano muito positivo, a cidade perdeu 73 postos de emprego. Ainda assim, o resultado do primeiro quadrimestre do ano é de 933 vagas abertas.

Em abril, todos os setores tiveram perdas, sendo a mais evidente no setor de Serviços, que registrou saldo de -284 vagas. A Indústria, em seguida, teve -97. Em seguida, aparecem a Construção (-55), Agropecuária (-4) e Comércio (-3).

O resultado de abril é um agravante de março também em relação aos setores, visto que no mês anterior o único setor que teve saldo positivo em Jundiaí foi o de Serviços, mas, em abril, registrou a maior perda de postos de trabalho formal na cidade.

Em relação ao perfil dos trabalhadores, as maiores perdas foram de pessoas com Ensino Médio completo (-301), seguidas pelas pessoas com Ensino Médio incompleto (-63). Nas faixas etárias, os desligamentos se concentram mais entre pessoas com idades de 30 a 39 anos (-239) e de 40 a 49 (-235). Jovens de até 24 anos, por outro lado, tiveram resultados positivos de contratações.

País positivo, mas desacelerado

No Brasil, o resultado de abril foi a criação de 85.888 postos de trabalho com carteira assinada. Embora positivo, o saldo é 62,3% menor em relação a março, quando o país criou 227.974 empregos. A criação de empregos também caiu 63,9% em comparação a abril do ano passado, quando houve abertura de 238.216 postos de trabalho. O mercado de abril neste ano foi pressionado pelos juros altos e pela desaceleração da economia.

Na divisão por ramos de atividade, três dos cinco setores pesquisados criaram empregos formais em abril no país: Serviços (+69.601), Construção (+23.525) e Indústria (+9.256). Dois setores demitiram mais do que contrataram em abril: Agropecuária (-8.378) e Comércio (-8.114). Tradicionalmente, o mês de abril é fraco para o Comércio. Em relação à Agricultura, as demissões devem-se ao fim da safra de soja e à desmobilização dos cultivos de maçã e de laranja.

Em Serviços, a criação de empregos foi puxada pelo segmento de saúde humana e serviços sociais, com a abertura de 18.150 postos formais. A categoria de transporte, armazenagem e correio abriu 12.235 vagas.

Na Construção Civil, o destaque positivo ficou com o segmento serviços especializados para construção, que abriu 8.745 empregos formais. Em segundo, vem a construção de edifícios, com 7.397 postos.

Na Indústria, o maior gerador de empregos foi a fabricação de álcool, com 4.522 vagas, seguida por abate e fabricação de produtos de carne (+2.333) e fabricação de automóveis, caminhonetes e utilitários (+1.849).

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