OPINIÃO

Santa Rita de Cássia


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Amanhã, dia 22 de maio, a Igreja celebra a memória de Santa Rita de Cássia (Itália 1381-1457), chamada de a santa das causas impossíveis e perdidas. A Diocese de Jundiaí possui a graça de ter um Santuário dedicado a ela, que tem como Reitor o Padre Márcio Felipe de Souza Alves, como Vigário Paroquial o Padre Bruno Medraño e os Diáconos: Glicério Luiz Brandão, Thiago Alves e José do Carmo Marques. Todos eles plenos da Palavra que desperta e dá coragem para construir a civilização que Jesus sonhava quando esteve conosco pelas ruas da Galileia.

Rita de Cássia tinha motivos para odiar: esposa de marido violento, impedida de entrar para o convento por ser viúva... O mundo, sem dúvida, a ensinaria a se vingar, mas ela escolheu perdoar. O seu perdão salvou a família e incontáveis pessoas nesses seis séculos de sua intercessão.

Existem dores que só Deus consegue tocar e, quando permitimos que apenas Ele toque, cicatrizam e se transformam em santidade. Foi o exemplo dela.

Seu marido foi assassinado, seus filhos desejavam vingança, mas mesmo massacrada pela dor, ela implorou a Deus que não deixasse o ódio destruir sua gente. Escolheu o amor e os salvou.

Aquilo que Deus decidiu realizar, ninguém consegue impedir. Numa noite, o inacreditável aconteceu: as portas do convento, que permaneciam fechadas, se abriram diante dela.

Em meio ao que me impressiona em Santa Rita, estão as abelhinhas em volta dela ainda bebê, a roseira que regou e voltou a florescer, o estigma nas testa e, em tempo de inverno, quando já em fase final da vida, a rosa que trouxeram de sua casa, a pedido dela, sinal de que alcançara uma graça.

A perseverança é continuar acreditando, mesmo quando tudo parece impossível. Uma frase a ela atribuída: “Nunca é tarde demais”.

Santa Rita carregou um espinho na testa, que se desprendeu da coroa de espinhos de uma imagem, mas o verdadeiro significado dessa ferida vai muito além da dor. Ela nos lembra que existe um amor capaz de permanecer fiel mesmo ferido. Uma fé que não abandona Deus no sofrimento. E uma esperança que continua viva até quando tudo parece impossível.

O espinho não destruiu Santa Rita, fez-se nela santidade.

O tema da festa é: “Com Santa Rita de Cássia, viver a alegria do amor em nossas famílias”. Como disse Dom Gil Antonio Moreira, Arcebispo Emérito de Juiz de Fora, no quarto dia da novena: “Falar em Santa Rita é falar no amor”.

Amanhã, sexta-feira, no Santuário, as Missas serão às: 7h, 9h, 12h, 15h e 19h30, com a bênção de rosas. Existe ainda o serviço de lanche para se confraternizar em um ambiente de solidariedade com pastel, minipizza, batata frita, frango frito e lanche de pernil. Uma delícia!

O Santuário Diocesano de Santa Rita de Cássia fica na Rua Antônio Graciadio, 352, no Parque Cecap.

Frequentando o Santuário, percebo que meu coração se voltou mais para a coroa de Cristo. Entendo com maior clareza como o sofrimento pode dar sentido à existência humana e fortalecer para o Monte Calvário, por aonde todos nós chegamos. Que o possível é nosso e o impossível de Deus.

Ali, no Santuário, existe uma comunidade devota de Santa Rita, sedenta de Céu e que se faz Céu na vida da gente, sob o pastoreio de Padres e Diáconos que buscam a santidade.

Maria Cristina Castilho de Andrade, professora e cronista

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