Apesar de o Estado de São Paulo, incluindo Jundiaí, estar no Maio Amarelo, campanha que faz alusão ao trânsito e, consequentemente, aos acidentes envolvendo motoristas e motociclistas, os números seguem preocupantes. As rodovias que cortam a região somam 75 acidentes, número referente a janeiro a março deste ano, segundo dados do Infosiga, canal unificado com dados do Detran-SP, o número é superior aos 49 acidentes registrados no mesmo período em 2025. Apesar da alta de 53%, os óbitos diminuíram de 12, em 2025 para três, neste ano.
O mais recente foi registrado no domingo (17) na Anhanguera (SP-330). À noite, dois acidentes graves aconteceram em Jundiaí e em Cajamar, de acordo com a Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp). Por volta das 19h10, um motociclista morreu na via depois de colidir lateralmente com uma carreta, cair na faixa de rolamento e ser atropelado. Segundo informações, a motocicleta trafegava sentido Interior, entre as faixas um e dois, quando, no km 61, por motivos a serem esclarecidos, bateu lateralmente na carreta e caiu. Depois disso, foi atropelado pela carreta que evadiu-se do local.
No dia 13 de maio na rodovia Dom Gabriel Paulino Bueno Couto. Um caminhão atingiu o carro e o jogou no canteiro central da rodovia. O motorista morreu no local. De acordo com o Detran.SP a rodovia é a terceira colocada no ranking com mais acidentes, entre as rodovias que passam por Jundiaí.
Para quem vive às margens das rodovias sabe que é preciso redobrar a atenção para o tráfego. A confeiteira Mariana Leones, que mora no bairro Fazenda Grande, passa constantemente pela rodovia Dom Gabriel e planeja os horários com cautela. “Sair de casa para o Centro sem programar o horário não dá certo. É preciso se planejar sempre e mesmo assim quase sempre ficamos parados por conta do trânsito ou acidentes”.
Ranking
Dentre todas as rodovias que passam por Jundiaí, a via que teve maior número de vítimas fatais nos últimos meses foi a rodovia Anhanguera com 96 ocorrências e 13 vítimas fatais, seguida da Bandeirantes com seis óbitos e a rodovia Engenheiro Constâncio Cintra com 26 sinistros e um óbito. A rodovia Vice-Prefeito Hermenegildo Tonoli está em sexto lugar com três sinistros fatais.
De acordo com o Infosiga, em Jundiaí nos últimos 12 meses foram registrados 64 óbitos no trânsito (rodovias e vias públicas). O dia em que foi registrado maior número de colisões é às sextas-feiras no período da tarde, com 625 ocorrências. As manhãs das terças-feiras foi o período com menor número de colisões, com 81 acidentes.
O canal tem ainda o ranking das vias com maior número de ocorrências, entre abril de 2025 a março de 2026. Em primeiro lugar, está a avenida Antônio Frederico Ozanan com 47 sinistros e um óbito, seguido da rodovia Dom Gabriel Paulino Bueno Couto com 27 sinistros, avenida Nove de Julho, com 24 sinistros e um óbito, avenida Humberto Cereser, com 22 colisões, avenida União dos Ferroviários, com 20 ocorrências, Avenida Jundiaí com 19 , avenida dos Imigrantes Italianos com 14, avenida Prefeito Luís Latorre com 11 colisões e um óbito, avenida da Uva com 11 colisões e uma morte e por fim a avenida Samuel Martins com 12 colisões.
A distribuição por faixa etária demonstra maior ocorrência em jovens e idosos. Observa-se uma predominância de registros em homens de diversas faixas etárias. As mulheres apresentam menor número de ocorrências.
No ano de 2025, Jundiaí contabilizou o total de 1.253 ocorrências, desses, 75 foram fatais. De janeiro a maio deste ano foram 273, com sete vítimas fatais, sendo três motociclistas.
Nas vias urbanas, em 2025 houve 35 óbitos, quase 46% a mais do que em 2024, destes, cinco eram pedestres, quatro eram ciclistas, 16 motociclistas e nove condutores de automóveis. Já nas rodovias que passam pela cidade, em 2025 aconteceram 37 óbitos, nove de pedestres, 18 motociclistas e oito ocupantes de automóveis.