A campanha de vacinação contra gripe termina dia 30 de maio em São Paulo. Segundo dados da Secretaria de Estado de Saúde, já foram aplicadas 3.371.946 doses da vacina no público prioritário em todo o Estado. O número representa 29,74%, índice bem abaixo da meta da campanha, que é de imunizar 90% das pessoas que compõem o público-alvo. Até a última segunda-feira (11), São Paulo registrou 13.954 casos de síndrome respiratória aguda grave e 823 deles evoluíram para óbito.
Diante dos dados, a Secretaria convoca a população dos 645 municípios a se protegerem por meio da vacinação, evitando casos graves das doenças respiratórias. A campanha de vacinação teve início no dia 28 de março.
Jundiaí
A situação de Jundiaí não é diferente de outros municípios paulistas. Até a última sexta-feira (15) o município havia vacinado apenas 38,8% do público prioritário, um total de 45,231 doses aplicadas. A Secretaria Municipal de Promoção à Saúde recebeu uma remessa com 15 mil doses da vacina na última semana, que foram distribuídas entre todas as unidades de saúde.
Entre o público prioritário, os idosos são os que mais procuraram pela vacina, somando 45,02% de cobertura. O grupo de crianças menores de seis anos é o que mais preocupa. Foram aplicadas 5.749 doses, o que representa apenas 2048% de cobertura.
Ainda não há orientação do Ministério da Saúde para ampliação da vacinação contra gripe para toda a população. A vacina é a principal medida de prevenção contra a influenza e deve ser priorizada antes da intensificação do frio, período que aumenta a circulação de vírus respiratórios e cresce o número de casos de síndrome gripal. A vacina reduz o risco de agravamento da doença e contribui para evitar a sobrecarga dos serviços de saúde.
Grupo prioritário
Confira aqui as informações sobre as pessoas prioritárias para receber a vacina:
- Crianças de 6 meses a menores de 6 anos de idade;
- Profissionais de saúde;
- Gestantes;
- Puérperas;
- Professores do ensino básico e superior;
- Povos indígenas;
- Quilombolas;
- Trabalhadores da saúde;
- Idosos com 60 anos ou mais de idade;
- Pessoas em situação de rua;
- Profissionais das forças de segurança e salvamento;
- Profissionais das Forças Armadas;
- Pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais;
- Pessoas com deficiência permanente;
- Caminhoneiros;
- Trabalhadores de transporte coletivo rodoviário para passageiros urbanos e de longo curso;
- Trabalhadores dos correios;
- Trabalhadores portuários;
- População privada de liberdade, funcionários do sistema prisional e jovens que cumprem medidas socioeducativas;