OPINIÃO

O Brasil e o seu comércio exterior


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O enfoque de globalização  das economias,  que teve início nos anos 80, teve em seu início duas vertentes principais:  A globalização produtiva e  a globalização financeira. Não que antes o mundo não tivesse efetivado múltiplas ações e pensamentos econômicos voltados para o comércio exterior. Já no século XVI, a ideia unilateral dos mercantilistas, focava a ampliação das exportações (com incentivos) e dificultava as importações, com altas cargas de impostos, para garantir a soberania e a riqueza nacional.

Nos séculos XVII e XVIII, permaneceu a ideia bilateral, do liberalismo econômico, voltado nas questões relativas ao comércio exterior, em ganhos bilaterais – exportadores e importadores.

No século XIV, predominou a condicionante bilateral para o comércio exterior, com a ideia dos neoclássicos de aperfeiçoamento dos processos produtivos, na direção da obtenção de economias de escala, através de redução de custos e ganhos em produtividade, objetivando obter variáveis comparativas com seus concorrentes internacionais.

Todas essas ações e muitas outras já entendiam a importância do comércio exterior (leia-se globalização), como condicionante para a evolução de suas economias, o avanço científico e tecnológico, e a evolução e aperfeiçoamento da mão de obra produtiva.

O Brasil foi contemporâneo dessas “ideias”, “pensamentos econômicos” mas, a inserção mais acentuada no comércio exterior, deu-se no século XX, a partir da “Abertura dos Portos”.

Somos, atualmente, a 10ª maior economia do mundo, com um PIB – Produto Interno Bruto de cerca de US$ 2,3 trilhões neste ano.

Embora, entretanto, tenhamos evoluído muito na direção do comércio exterior, somos considerados ainda como uma das economias mais fechadas globalmente, com uma corrente de comércio exterior, que compreende a soma das exportações com as importações, que totalizam apenas um percentual próximo de 26 % do nosso PIB – Produto Interno Bruto.

O início, a partir deste mês, do Acordo de Livre Comércio entre o Mercosul (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai) e a União Europeia (27 países europeus) ensejará que o Brasil possa ampliar consideravelmente o seu comércio Internacional com o bloco europeu e com o mundo como um todo.

O crescimento das nossas exportações oportunizará que o parque produtivo no País possa crescer mais sustentavelmente e investir na modernização tecnológica de produção. Pode sobretudo experimentar, não apenas maior amplitude de produção, mais ganhos de escala e poder de maior competitividade internacional.

Esse acordo estimulará que multinacionais europeias se instalem no Brasil e contribuam para um maior crescimento econômico, com todos os seus benefícios intrínsecos.

As nossas importações também tendem a crescer, o que trará benefícios à economia brasileira.

Messias Mercadante de Castro é professor de economia do Unianchieta, membro do Conselho de Administração da DAE S/A e consultor de empresas

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