OPINIÃO

Honrai Pai e Mãe


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Um dos Dez Mandamentos (Decálogo de Moisés) é: “Honrai vosso pai e vossa mãe”. O capítulo XIV de “O Evangelho segundo o Espiritismo” nos ensina que: “Honrai a vosso pai e a vossa mãe” é uma decorrência da lei geral de caridade e de amor ao próximo, pois não podemos amar ao nosso próximo sem amar nosso pai e nossa mãe; mas, o termo honrai encerra um dever a mais para com eles: o da piedade filial. Isso vai além do respeito, é a afeição e carinho que devemos aos pais, honrando-os com ações concretas de amor.

A dívida dos filhos para com os pais é considerada impagável, pois eles proporcionaram a oportunidade de reencarnação para o aprendizado e evolução dos filhos. Lembramos que pais não são somente os biológicos, mas também aqueles que, por diferentes circunstâncias, assumiram este papel, dando todo amparo e afeto para aqueles que tomaram como filhos, sendo isso, um exemplo de caridade sem igual.

Honrar pai e mãe vai além do respeito e das atenções, implica também os assistir em suas necessidades, tanto materiais quanto psicológicas e afetivas, proporcionando-lhes o repouso e conforto adequados na velhice. Porém, não basta garantir aos pais o estritamente necessário, é preciso que os filhos, tanto quanto possível, os cumulem com as doçuras do supérfluo, as amabilidades e os cuidados delicados, em retribuição ao que receberam desses mesmos pais na infância e na juventude. Trata-se do pagamento de uma dívida sagrada: “a verdadeira piedade filial aceita por Deus.” Podemos também honrá-los orando por eles e buscando a harmonia na convivência, exercitando o amor. Devemos fazê-lo com nossos pensamentos e ações, tentando satisfazer seus desejos, mesmo aqueles que não se expressem verbalmente.

O Espiritismo nos ensina que existe a família corporal, formada pelos laços de sangue, e a família espiritual, formada pelos laços de afinidade. Os verdadeiros laços entre os Espíritos não são os da consanguinidade e sim os de simpatia e comunhão de pensamentos. Estes laços verdadeiros unem os Espíritos antes, durante e depois de sua encarnação. Dessa forma, a depender de nossas necessidades evolutivas e de quais experiências devemos passar, reencarnamos em famílias mais ou menos estruturadas e é na família que aprendemos a exercitar o amor, a compreensão, o desapego e a caridade. Pais e filhos são Espíritos em processo de evolução, frequentemente ligados por necessidades de resgate. Honrar pai e mãe é um dever de caridade, assim, os filhos têm a obrigação de exercer o perdão e a tolerância para com os pais e tratá-los com amor e compreensão.

Eduardo Battel é médico urologista, expositor Espírita, Presidente do Centro Espírita Nova Luz, Secretário da União das Sociedades Espíritas (USE) Intermunicipal Jundiaí e Coordenador da Liga de Medicina e Espiritualidade da FMJ

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