OPINIÃO

O cuidado exige mais do que boa vontade


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Tem um momento no cuidado que a boa vontade já não resolve. A gente começa ajudando no básico. Um banho aqui, um remédio ali, um olhar mais atento. Só que, quando a pessoa passa a depender mais, tudo muda. O cuidado deixa de ser eventual e vira rotina pesada, diária, sem pausa.

É remédio no horário certo, é risco de queda, é alimentação que precisa de atenção, é troca de posição, é observar qualquer sinal diferente. E, no meio disso tudo, tem o cansaço. Físico e emocional.

A família tenta dar conta. Sempre tenta. Mas, na prática, o que acontece é improviso. Um cuidador indicado por alguém, outro que cobre folga, uma escala que nunca fecha direito. Cada um faz de um jeito. Falta orientação, falta padrão, falta alguém que organize tudo isso.

E não é por descuido. É por falta de estrutura mesmo. Só que o cuidado, quando fica assim, começa a falhar. Um remédio fora do horário, uma mudança de posição que não foi feita, um detalhe que passa despercebido. Pequenas coisas que, nesse tipo de situação, fazem muita diferença.

É aí que entra a importância de ter uma empresa por trás, não é só “colocar alguém para cuidar”. É ter uma escala organizada, alguém para cobrir faltas, orientação clara do que deve ser feito, acompanhamento de perto. É ter para quem ligar quando algo foge do normal.

Traz um alívio que quem vive isso entende.

A família deixa de carregar tudo sozinha. O cuidador trabalha com mais segurança. E quem está sendo cuidado recebe um cuidado mais consistente, mais contínuo.

No fim das contas, não se trata de substituir a família. Isso nunca vai acontecer.

Se trata de dar suporte para que o cuidado não vire um peso insustentável.

Porque chega uma hora em que não é mais sobre dar conta.
É sobre cuidar.

Edvaldo de Toledo é Empresário, Enfermeiro, especialista em Cuidados Domiciliares, Criador da Cuidare Home Care (@edvaldo.toledo)

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