EM SÃO PAULO

Nova comandante da PM promete combater violência doméstica

Por Da redação |
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Divulgação
Primeira comandante mulher da PM, Glauce Cavalli, promete combater violência de gênero
Primeira comandante mulher da PM, Glauce Cavalli, promete combater violência de gênero

A coronel Glauce Anselmo Cavalli, a primeira mulher a assumir o comando da Policia Militar em São Paulo, enalteceu o combate à violência doméstica em seu discurso de posse na Academia de Polícia Militar do Barro Branco, na zona norte da capital.

"O enfrentamento à violência doméstica e familiar será prioridade operacional no nosso comando", disse a nova comandante ao lado do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).

A coronel anunciou patrulhas exclusivas para o atendimento de chamadas de violência doméstica, as patrulhas lilás, que devem começar a operar a partir de maio.

Foram anunciadas mais medidas nesse sentido, como a consolidação de cabines destinadas ao atendimento de vítimas mulheres nos centros de operações da PM e ampliação do atendimento via videochamadas.

Presente na cerimônia, a primeira-dama Cristiane Freitas foi citada no discurso da nova comandante como aliada. "Obrigada pela motivação, pela presença e pelo exemplo", disse no início do discurso logo após fazer referência a Tarcísio.

"Ser a primeira mulher a liderar a Polícia Militar do Estado de São Paulo em quase 200 anos não é uma vitória pessoal, senhores, mas uma conquista de todas as policiais militares que percorreram um caminho pavimentado, especialmente pelas pioneiras, conhecida como as 13 mais corajosas de 1955, dentre elas a lendária comandante Hilda Macedo, que formaram o Corpo de Policiamento Especial Feminino."
Tarcísio disse que a escolha da coronel para o comando foi pautada como um sinal de priorizar o combate à violência contra a mulher.

O governador anunciou medidas para combater esse tipo de crime, como a criação de grupos de reflexão, "uma forma de combater o machismo, de combater a violência de gênero, combater o preconceito, segundo ele. "É, de certa forma, falar com aqueles que já agrediram, com aqueles que estão com problemas em casa, pra que a gente possa evitar desfechos negativos, desfechos ruins", continuou.

Ao citar o uso de tornozeleiras eletrônicas por acusados de violência doméstica, Tarcísio disse que o equipamento já prendeu ao menos cem indivíduos em tentativas de desrespeitar medidas protetivas, que garantem perímetro de distância entre vítima e agressor.

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